Espera-se abertura de quatro poços de prospecção de hidrocarbonetos este ano

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  • Mais quatro poços vão ser abertos este ano para a pesquisa e prospecção de hidrocarbonetos em Moçambique. 

Fonte do Instituto Nacional do Petróleo – INP falou ao matutino “Notícias” que dois dos poços serão perfurados na região de Angoche, um na área de Búzi e outro na área PT5-c, operada pela Sasol. 

Esta será a segunda vez que em quase um ano se realizam perfurações em Angoche. No ano passado a Eni abriu um furo que teve resultados negativos, mas concluiu-se depois ser necessário avaliá-lo. 

“Neste contexto, estão em curso estudos complementares por parte do operador, que já manifestou interesse em prorrogar o tempo de actividades para poder concluir o programa de trabalho”, explicou a fonte.

Acrescentou que os trabalhos decorrem a contento e nos próximos meses haverá mais dados conclusivos sobre o potencial adicional desta área, o que poderá abrir espaço para mais pesquisa. 

Enquanto isso, no Bloco de Búzi foram abertos, nos últimos anos, dois furos, sendo que o operador continua a avaliar a descoberta de gás natural realizada naquela área. 

Observou, porém, que estudos adicionais continuam para perceber a viabilidade comercial do recurso descoberto. 

“Portanto, após a declaração de comercialidade, espera-se que a companhia submeta ao Governo um plano de desenvolvimento do projecto para viabilizar a comercialização do gás”, indicou o INP.

Refira-se que na Área PC- 5-c, a Sasol Moçambique efectuou, nos últimos anos, uma descoberta de gás natural num poço de pesquisa denominado Bonito-1, localizado na parte sul do distrito de Inhassoro, província de Inhambane.

Após a descoberta, a petroquímica sul-africana assegurou que prosseguiria com os “trabalhos de avaliação do jazigo para determinar a sua dimensão e viabilidade comercial”.

Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para a exploração das reservas de gás natural do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo da Costa de Cabo Delgado.

Dois desses empreendimentos têm maior dimensão e prevêem canalizar o gás do fundo do mar para a terra, arrefecendo-o numa fábrica para o exportar.



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