O movimento nas fronteiras da província de Maputo intensificou-se nos primeiros dias de 2025, com pelo menos 15.542 pessoas a cruzarem os postos de controlo entre quinta-feira e sábado. O principal fluxo foi registado no posto de Ressano Garcia, que liga Moçambique à África do Sul, contabilizando 11.188 viajantes, muitos dos quais em regresso ao país vizinho após celebrações natalinas e de Ano Novo.

De acordo com a Direcção Provincial de Migração de Maputo, a maior parte dos viajantes é de nacionalidade moçambicana, regressando ao trabalho em sectores como minas, fazendas e outras actividades na África do Sul. Carmen Mazenga, porta-voz da instituição, destacou que o posto de Ressano Garcia permanece o mais movimentado, sendo considerado um ponto estratégico para o fluxo de pessoas e mercadorias entre os dois países.

Para lidar com o aumento sazonal de viajantes, foram activados recursos adicionais, incluindo o canal expresso “bypass”, localizado no quilómetro quatro, que tem como objectivo reduzir o tempo de espera. A Direcção Provincial reforçou ainda o pessoal e os meios materiais nos postos fronteiriços, com destaque para Ressano Garcia, que é tradicionalmente a principal entrada e saída terrestre de Moçambique.

A intensificação do movimento é um reflexo directo do regresso às actividades laborais após o período festivo, uma tendência comum nesta altura do ano. Contudo, a elevada procura por serviços nas fronteiras também evidencia a necessidade contínua de optimizar os processos de atendimento, para evitar longas filas e garantir a fluidez no tráfego humano.

A fronteira de Ponta do Ouro, situada em Matutuíne e também conectando Moçambique à África do Sul, opera em horários específicos para atender à demanda. Durante este período, o horário de funcionamento estendeu-se das 6:00 às 18:00, mas em ocasiões regulares a operação decorre entre as 7:00 e as 17:00.

Este aumento de fluxo ressalta a importância de uma gestão eficiente das fronteiras no contexto regional, particularmente em períodos de pico. A Direcção de Migração sublinha que medidas como a flexibilidade no atendimento e o reforço da equipa de gestão são cruciais para assegurar uma experiência positiva aos viajantes e para manter o controlo nas zonas de fronteira mais sensíveis.

Com o início do ano laboral e o retorno de milhares de trabalhadores moçambicanos à África do Sul, o desempenho dos postos fronteiriços continuará sob escrutínio, sendo essencial garantir a eficácia operacional e responder às exigências de mobilidade no corredor sul-africano.

 

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