Governo quer integração de unidades produtivas para gerar cadeias de valor e escala e dinamizar economias locais e territórios

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Um empreendimento do Grupo Maeva, na Macia, combina produção, abate, conservação e distribuição de frangos, abastecendo principalmente Maputo e Matola. Os resultados do último Censo Agro-Pecuário confirmam, contudo, que transformar este tipo de experiência numa cadeia nacional exigirá integrar milhões de pequenas explorações nos circuitos de insumos, processamento, financiamento e comercialização.

Questões-Chave:
  • Moçambique possui aproximadamente 5,2 milhões de explorações agro-pecuárias, segundo o III Censo Agro-Pecuário 2023/2024;
  • Cerca de 99,9% das explorações são pequenas e médias e mais de 84% ocupam áreas inferiores a dois hectares;
  • O efectivo pecuário nacional inclui aproximadamente 16 milhões de galinhas de raça local;
  • O empreendimento do Grupo Maeva, na Macia, possui capacidade indicada de aproximadamente 200 mil frangos e pretende ampliar a produção;
  • A unidade integra criação, abate, conservação e distribuição, utilizando ração produzida em Moçambique;
  • Maputo e Matola constituem os principais mercados da empresa, embora parte da produção seja comercializada em Gaza;
  • Moçambique produziu 99,2 mil toneladas de carne de frango nos primeiros nove meses de 2025 e importou 21,8 mil toneladas;
  • Um futuro entreposto comercial poderá ligar as zonas de produção de Gaza aos mercados de Xai-Xai, Chókwè, Bilene, Maputo e Matola;
  • Apenas 17,8% dos 36 milhões de hectares de terra arável disponível no País se encontra actualmente cultivada;
  • O custo da ração, financiamento, energia, sanidade animal, conservação e logística permanece determinante para a competitividade da produção nacional;

A expansão de um empreendimento avícola do Grupo Maeva, na Macia, província de Gaza, evidencia o potencial da produção territorial para reduzir as importações de carne de frango, criar emprego e estabelecer ligações entre agricultura, indústria, logística e distribuição.

A unidade, visitada pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, no contexto da vistota de monitoria da execução do Programa Quinquenal de Governo e do Plano Economico e Social 2026, possui capacidade indicada para aproximadamente 200 mil frangos e integra diferentes segmentos da cadeia, desde a criação até ao abate, conservação e comercialização.

Uma nova instalação encontra-se em construção para aumentar a capacidade produtiva. Segundo os responsáveis técnicos, os volumes actuais ainda não são suficientes para responder à procura dos clientes.

A maior parte da produção é enviada para Maputo e Matola, os principais centros urbanos e mercados consumidores do Sul do País. A empresa também comercializa parte dos produtos em Gaza, criando uma ligação entre a produção distrital e os mercados provincial e nacional.

O empreendimento utiliza ração produzida em Moçambique e gera postos de trabalho localmente, incluindo oportunidades para jovens e mulheres.

“É uma iniciativa já em curso e que permite que o próprio distrito e a zona produzam para substituir importações”, considerou Salim Valá.

Para o governante, a presença de um operador com expressão nacional pode estimular outros agentes económicos a entrarem na cadeia em diferentes escalas, incluindo pequenas e médias unidades de produção.

Censo Confirma Uma Base Ampla, Mas Fragmentada

Os resultados do III Censo Agro-Pecuário 2023/2024, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística em Maio de 2026, mostram que Moçambique possui aproximadamente 5,2 milhões de explorações agro-pecuárias.

Cerca de 99,9% são pequenas e médias explorações, confirmando o peso dominante da agricultura familiar na economia rural. Mais de 84% possuem áreas inferiores a dois hectares.

A estrutura ajuda a explicar a dificuldade de transformar o potencial agrário em oferta regular para os mercados urbanos e para a agro-indústria.

Explorações muito pequenas tendem a produzir volumes reduzidos, apresentam menor capacidade de mecanização e possuem acesso limitado a crédito, tecnologias, assistência técnica, sistemas de conservação e informação comercial.

A dimensão física, por si só, não impede a participação nos mercados. Mas exige mecanismos de agregação que permitam reunir os volumes de diferentes produtores, uniformizar a qualidade e negociar com compradores de maior dimensão.

O empreendimento da Macia representa uma realidade empresarial distinta da maioria das explorações identificadas pelo censo. O seu valor estratégico reside na possibilidade de funcionar como núcleo de uma cadeia que integre fornecedores de milho, soja, aves, transporte, serviços veterinários e comercialização.

Dezasseis Milhões De Galinhas Não Formam Uma Indústria

O CAP 2023/2024 estima que o efectivo pecuário nacional inclui aproximadamente 16 milhões de galinhas de raça local, além de 2,4 milhões de bovinos e 4,2 milhões de caprinos.

O elevado número de galinhas confirma a importância da avicultura para a alimentação e para a geração de rendimento nas famílias. Não significa, contudo, que o País disponha de uma cadeia industrial capaz de abastecer regularmente o mercado.

A criação familiar caracteriza-se geralmente por pequenos efectivos, alimentação não padronizada, ciclos produtivos mais longos, reduzido acesso a serviços veterinários e comercialização irregular.

Esta produção desempenha uma função económica e social importante. As aves constituem uma fonte de alimentação, rendimento de emergência e acumulação de activos para os agregados familiares.

A produção comercial funciona segundo outra lógica. Exige pintos seleccionados, ração formulada, controlo de temperatura, biossegurança, ciclos definidos, abate certificado, cadeia de frio e contratos de distribuição.

A dimensão do efectivo local mostra que existe uma base produtiva sobre a qual se pode trabalhar. O desafio consiste em estabelecer pontes entre a criação familiar e a cadeia comercial, através de assistência veterinária, fornecimento de pintos e ração, produção contratada e garantia de compra.

Produção Nacional Cresce, Mas Importações Permanecem

Moçambique produziu aproximadamente 99,2 mil toneladas de carne de frango e 23,2 milhões de dúzias de ovos nos primeiros nove meses de 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas.

No mesmo período, o País importou cerca de 21,8 mil toneladas de carne de frango e 5,4 milhões de dúzias de ovos.

Os números mostram que a produção nacional cobre uma parcela crescente do consumo, mas ainda não eliminou a necessidade de recorrer ao mercado externo.

A diferença também confirma que a substituição de importações não depende apenas do aumento do número de aves.

O produtor nacional precisa de assegurar quantidades regulares, qualidade uniforme, segurança sanitária e preços competitivos durante todo o ano. Essa capacidade exige coordenação entre pintos, ração, medicamentos veterinários, criação, abate, conservação, transporte e comercialização.

Uma ruptura em qualquer destes segmentos pode reduzir a produção ou aumentar o preço final, abrindo espaço para o produto importado.

A expansão de unidades integradas como a da Macia pode contribuir para reduzir estas fragilidades, desde que a capacidade adicional seja acompanhada por maior oferta de insumos e mercados capazes de absorver a produção.

Ração Liga Avicultura E Agricultura

A alimentação representa normalmente a maior componente do custo de produção de frangos. A competitividade da carne nacional depende, por isso, da disponibilidade e do preço do milho, soja e restantes matérias-primas utilizadas no fabrico da ração.

O facto de o empreendimento da Macia utilizar ração produzida em Moçambique mantém uma parcela maior da despesa dentro da economia nacional e cria procura para agricultores e fábricas de alimentos para animais.

Esta integração é particularmente importante perante a estrutura revelada pelo CAP. Milhões de pequenas explorações poderão participar na cadeia se conseguirem produzir milho e soja com qualidade, escala agregada e regularidade.

A reduzida dimensão das machambas não impede a participação. Exige, porém, organização dos produtores, acesso a sementes melhoradas, assistência técnica, financiamento e contratos previsíveis com as fábricas de ração.

Quando a produção nacional de milho ou soja diminui, as unidades de processamento podem ser obrigadas a importar matérias-primas. A evolução cambial e o encarecimento do transporte elevam então o preço da ração e reduzem a margem dos avicultores.

A substituição sustentável das importações de frango exige, deste modo, uma política que aumente a produtividade dos cereais e oleaginosas e aproxime agricultores, fábricas de ração e produtores avícolas.

Cadeia Integrada Reduz Dependências

O empreendimento do Grupo Maeva integra criação, abate e conservação. Esta estrutura permite maior controlo sobre os prazos, qualidade e disponibilidade do produto.

Produtores de pequena dimensão enfrentam frequentemente dificuldades para aceder a matadouros certificados e sistemas de frio. Sem estas infra-estruturas, podem ser obrigados a comercializar aves vivas ou depender de intermediários, recebendo uma parcela menor do preço final.

Uma unidade de maior dimensão pode funcionar como centro da cadeia, adquirindo aves ou matérias-primas de produtores locais, prestando serviços de abate e facilitando o acesso aos mercados urbanos.

Este modelo deve assegurar padrões sanitários, contratos equilibrados e mecanismos de pagamento que permitam a participação de pequenas e médias unidades sem lhes transferir todos os riscos.

A integração oferece igualmente melhores condições de rastreabilidade e controlo de doenças, factores essenciais para a confiança do consumidor e eventual entrada em mercados mais exigentes.

Expansão Depende De Capital E Procura Previsível

Os responsáveis técnicos do empreendimento indicaram que a capacidade actual não é suficiente para responder aos clientes e que a empresa pretende aumentar a produção.

A construção de novos aviários exige investimento em edifícios, equipamentos de alimentação e água, ventilação, energia, controlo de temperatura, sistemas sanitários e aquisição de aves.

O ciclo relativamente curto do frango permite uma rotação mais rápida do capital comparativamente à produção de bovinos. O empreendimento continua, todavia, a necessitar de financiamento de exploração para comprar pintos, ração e medicamentos antes de receber receitas das vendas.

As taxas de juro e as exigências de garantias podem limitar a expansão, sobretudo para produtores de menor dimensão.

Contratos de fornecimento com supermercados, hotéis, restaurantes, instituições públicas e distribuidores podem melhorar a previsibilidade das receitas e facilitar o acesso ao crédito.

A capacidade indicada de 200 mil aves deverá igualmente ser acompanhada por informação sobre a periodicidade dos ciclos, taxa de mortalidade, produtividade, custos unitários e volumes efectivamente comercializados. Estes indicadores permitirão medir o contributo real do empreendimento para a substituição de importações.

Sanidade Animal Constitui Um Risco Económico

A avicultura possui elevada exposição a doenças, incluindo a gripe aviária de alta patogenicidade. Um surto pode provocar mortalidade, obrigar ao abate sanitário das aves e interromper a produção.

A concentração de um grande número de animais aumenta a eficiência, mas também amplia o risco de propagação. São necessárias medidas de biossegurança, controlo de entrada nas instalações, acompanhamento veterinário e vacinação quando aplicável.

A existência de cerca de 16 milhões de galinhas locais exige igualmente mecanismos de vigilância que alcancem as explorações familiares.

As aves criadas fora dos sistemas comerciais podem circular entre comunidades e mercados sem controlo sanitário regular. A integração dos pequenos produtores na cadeia precisa, portanto, de incluir formação e serviços veterinários.

A África do Sul, principal produtor regional e concorrente do produto moçambicano, tem recuperado dos surtos registados anteriormente. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos prevê que a produção sul-africana cresça 2% em 2026, para 1,68 milhão de toneladas, apoiada pela redução dos custos da ração.

A escala da indústria sul-africana permite produzir e exportar a preços competitivos. Moçambique precisa de aumentar produtividade e eficiência, evitando depender apenas de restrições administrativas às importações.

Maputo Representa Oportunidade E Custo

A proximidade de Maputo e Matola oferece ao empreendimento um mercado consumidor de maior dimensão, composto por supermercados, unidades hoteleiras, restaurantes e distribuidores.

A distância introduz igualmente custos de transporte e conservação. A carne precisa de manter a cadeia de frio desde o abate até ao ponto de venda, exigindo energia fiável, câmaras frigoríficas e viaturas adequadas.

O desenvolvimento do consumo local em Gaza poderá reduzir a dependência de um único destino e permitir maior retenção de rendimento na província.

O turismo em Bilene e outros centros cria procura por carne, ovos, hortícolas e produtos processados. A ligação entre produção local, turismo, comércio e restauração pode estimular novas actividades de distribuição e prestação de serviços.

A presença da empresa na Macia coloca-a numa posição intermédia entre as zonas agrícolas de Gaza e a área metropolitana de Maputo, mas a vantagem geográfica apenas se traduzirá em competitividade se os custos logísticos permanecerem controlados.

Entreposto Pode Ligar Produção Aos Mercados

Durante a visita foi apresentada uma proposta de construção de um entreposto para a comercialização de produtos agrícolas frescos na Macia.

A localização encontra-se próxima das zonas produtivas de Bilene, Chókwè e Xai-Xai, com acesso aos principais centros consumidores da província e à área metropolitana de Maputo.

O entreposto poderá disponibilizar espaços de recepção, selecção, conservação, armazenamento e distribuição de hortícolas, fruta, cereais e outros produtos.

Salim Valá considerou que o projecto poderá descongestionar os actuais circuitos de comercialização e criar mais oportunidades para os produtores da província colocarem os seus produtos no mercado.

O projecto ganha maior relevância perante os resultados do CAP. Uma economia agrária constituída por aproximadamente 5,2 milhões de explorações e dominada por unidades inferiores a dois hectares precisa de infra-estruturas capazes de agregar pequenos volumes.

O entreposto poderá reduzir perdas pós-colheita, organizar a oferta, melhorar o poder negocial dos agricultores e fornecer informação sobre preços, procura e padrões de qualidade.

O Ministro defendeu que o projecto seja estruturado e analisado em articulação com o Governo provincial, distrito, município, Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas e potenciais parceiros de financiamento.

A infra-estrutura física precisará, contudo, de um modelo de gestão capaz de cobrir custos de operação e manutenção. Entrepostos sem volumes regulares, contratos comerciais e gestão profissional podem transformar-se em activos subutilizados.

País Cultiva Apenas 17,8% Da Terra Arável

Os resultados do CAP mostram que a área cultivada em Moçambique ultrapassa 6,5 milhões de hectares, equivalente a aproximadamente 17,8% dos 36 milhões de hectares de terra arável disponível.

O indicador confirma a existência de um amplo potencial físico, mas não significa que toda a terra não cultivada possa ser imediatamente transformada em produção comercial.

O aproveitamento depende de acessos, disponibilidade de água, condições dos solos, segurança da posse, energia, financiamento, tecnologia e proximidade dos mercados.

Mais de 84% das explorações possuem menos de dois hectares. Para estas unidades, a melhoria da produtividade, irrigação e comercialização poderá gerar maior impacto do que uma simples expansão da área.

A transformação agrária exige, portanto, combinar expansão onde existam condições económicas com intensificação sustentável das áreas já utilizadas.

Irrigação Pode Alimentar Diferentes Cadeias

A visita identificou igualmente uma área com potencial irrigável estimado em cerca de 15 mil hectares, anteriormente utilizada para a produção de hortícolas e arroz.

A limpeza das valas de drenagem e a recuperação do pequeno regadio poderão aumentar a oferta agrícola e criar sinergias com o empreendimento avícola e o entreposto proposto.

A produção de milho e soja pode abastecer as fábricas de ração, enquanto hortícolas, arroz e fruta podem utilizar a mesma infra-estrutura de armazenamento e distribuição.

A complementaridade reduz o risco de construir equipamentos dedicados a um único produto e melhora a utilização do entreposto ao longo do ano.

O regadio exige, contudo, manutenção, gestão da água, organização dos produtores e acesso a sementes, fertilizantes, mecanização e mercados.

A recuperação física, sem um modelo de produção e comercialização, dificilmente produzirá resultados duradouros. O projecto precisa de identificar quem produzirá, quais culturas serão priorizadas, quem comprará e como serão financiadas a operação e a manutenção.

Mulheres Dirigem 38% Das Explorações

O CAP indica que aproximadamente 38% das explorações agro-pecuárias são dirigidas por mulheres, confirmando o seu peso na produção alimentar.

A avicultura pode oferecer oportunidades em actividades que exigem áreas relativamente pequenas e apresentam ciclos de retorno mais curtos, incluindo criação de aves, produção de ovos, fornecimento de milho, processamento e comercialização.

A participação económica efectiva dependerá do acesso das mulheres ao financiamento, terra, equipamentos, formação e mercados.

Os empregos observados na unidade da Macia mostram uma das formas de inclusão através do trabalho assalariado. A cadeia poderá gerar efeitos mais amplos se criar também oportunidades para fornecedoras, transportadoras, comerciantes e produtoras contratadas.

As políticas de desenvolvimento local devem evitar que a inclusão se limite à concessão de pequenos créditos sem assistência técnica e canais de comercialização.

Financiamento Territorial Precisa De Projectos Viáveis

Salim Valá defendeu a utilização de instrumentos como o Fundo de Desenvolvimento Económico Local, o Fundo de Garantia Mutuária, o futuro Banco de Desenvolvimento e programas dos parceiros para apoiar iniciativas replicáveis nos distritos.

A Agência de Desenvolvimento Integrado do Sul poderá actuar como catalisador, apoiando as províncias, distritos e municípios na estruturação das suas estratégias e projectos.

Os resultados do CAP oferecem uma base objectiva para direccionar estes instrumentos. A elevada fragmentação das explorações mostra que o financiamento individual, sem organização produtiva, poderá produzir resultados limitados.

As garantias e os fundos públicos devem apoiar modelos que integrem produtores em cadeias com compradores, assistência técnica, padrões de qualidade e mecanismos de prestação de contas.

O financiamento deve privilegiar empreendimentos com procura identificada, capacidade de gestão, contribuição própria dos promotores e indicadores claros de desempenho.

A política pública pode reduzir riscos através de garantias, infra-estruturas partilhadas, assistência técnica e acesso à informação. A responsabilidade pela gestão e pelo desempenho empresarial deve permanecer claramente definida.

Replicação Não Significa Copiar A Mesma Escala

O Ministro defendeu que experiências economicamente viáveis sejam disseminadas por outros distritos e províncias.

A replicação não exige que cada local instale uma unidade com a mesma capacidade do empreendimento da Macia. Os modelos devem ser ajustados à procura, disponibilidade de insumos, distância dos mercados e capacidade dos promotores.

Pequenos e médios operadores podem participar em diferentes segmentos, como criação, fornecimento de milho e soja, produção de ração, transporte, serviços veterinários, conservação e comercialização.

Um grande empreendimento pode funcionar como integrador, enquanto as pequenas unidades se especializam em actividades compatíveis com a sua escala.

Experiências semelhantes poderão ser estruturadas noutras zonas de produção do País, incluindo o Vale do Zambeze e as regiões Norte e Centro, desde que existam mercados e condições logísticas.

Substituição De Importações Começa Nos Territórios

A produção avícola possui características adequadas à dinamização das economias locais: ciclo produtivo relativamente curto, procura regular, possibilidade de integração de produtores de diferentes dimensões e ligações com a agricultura e os serviços.

O impacto económico vai além do número de frangos. A cadeia cria procura por milho, soja, embalagens, transporte, energia, manutenção, equipamentos, serviços veterinários, conservação e distribuição.

O III Censo Agro-Pecuário mostra que Moçambique possui uma base produtiva ampla, mas fragmentada: 5,2 milhões de explorações, cerca de 16 milhões de galinhas de raça local e apenas 17,8% da terra arável cultivada.

A unidade da Macia demonstra que uma empresa localizada num distrito pode produzir, processar e abastecer os maiores centros consumidores do País.

O futuro entreposto e a recuperação das áreas irrigáveis poderão ampliar as ligações entre a produção agrária, a indústria avícola e os mercados.

O.ECONÓMICO
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