
HCB Reforça Compromisso Com os Accionistas: Dividendos de 0,28 Meticais por Acção Após Lucro Histórico
Destaques:
- Com resultado líquido recorde de 14,1 mil milhões de meticais em 2024, empresa anuncia pagamento de 7,4 mil milhões em dividendos, dos quais mais de 6,5 mil milhões revertem ao Estado;
- Dividendos de 0,28 meticais por acção a pagar a 12 de Maio;
- Direito ao dividendo aplica-se a titulares com acções até 7 de Maio;
- Resultado líquido de 2024 foi de 14,1 mil milhões de meticais, um crescimento de 8,48%;
- Produção energética total: 15.753,52 GWh, apesar das restrições hidrológicas.
- Estado moçambicano receberá mais de 6,5 mil milhões de meticais em dividendos;
- Estrutura accionista: CEZA (85%), REN (7,5%), investidores nacionais (4%) e HCB (3,5%).
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) anunciou o pagamento de dividendos no valor de 0,28 meticais por acção, a ser efectuado a 12 de Maio de 2025, na sequência de um exercício económico marcado pelo maior lucro da sua história: 14,1 mil milhões de meticais. A iniciativa reforça a atractividade da empresa e consolida a confiança dos investidores no seu desempenho.
A HCB, uma das maiores produtoras independentes de energia da África Austral, comunicou oficialmente a distribuição de dividendos relativos ao exercício económico de 2024, no valor bruto de 0,28 meticais por acção, conforme aprovado na Assembleia Geral Ordinária de 21 de Abril de 2025.
O pagamento será efectuado no dia 12 de Maio de 2025 e abrange todos os accionistas com títulos em carteira à data de 7 de Maio. Trata-se de uma remuneração directa do investimento num dos activos estratégicos mais relevantes do sector energético moçambicano.
A deliberação sobre os dividendos decorre de um desempenho financeiro excepcional. Segundo o relatório de gestão aprovado na mesma Assembleia, o resultado líquido da HCB em 2024 ascendeu a 14,1 mil milhões de meticais, um crescimento de 8,48% face a 2023, sendo o mais elevado dos 50 anos de actividade da empresa.
Este resultado foi impulsionado pela produção energética de 15.753,52 GWh, associada ao “ajustamento da tarifa de venda de energia ao estrangeiro”, e à gestão “criteriosa e cuidadosa” adoptada pela empresa, mesmo em cenário de “restrições hidrológicas”, conforme destacou Tomás Matola, Presidente do Conselho de Administração.
Do montante global aprovado de 7,4 mil milhões de meticais em dividendos — equivalentes a 52,55% dos lucros líquidos — mais de 6,5 mil milhões serão canalizados ao Estado moçambicano, reforçando as receitas públicas e contribuindo para os programas sociais do Governo.
No que toca à estrutura accionista, a HCB é detida maioritariamente pela Companhia Eléctrica do Zambeze (CEZA), com 85%, seguida da portuguesa REN (7,5%), investidores institucionais e cidadãos moçambicanos (4%), e acções próprias (3,5%) detidas pela própria empresa.
Para os accionistas da Série B, o dividendo líquido será apurado após retenção na fonte de 10% (em sede de IRPS ou IRPC), podendo ainda aplicar-se encargos bancários.
A distribuição agora anunciada reafirma o posicionamento da HCB como uma empresa financeiramente sólida, com compromisso de longo prazo para com os seus investidores, e com um papel estruturante na geração de receitas para o Estado. A empresa encontra-se igualmente em contagem decrescente para a celebração dos 50 anos de existência, em Junho de 2025, marco que deverá ser acompanhado por iniciativas que valorizam a sua trajectória e visão de futuro.
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