Inflação Abranda Para 0,68% Em Fevereiro

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Aumento mensal dos preços reduz-se para metade face a Janeiro, mas alimentos continuam a ser o principal factor de pressão sobre o custo de vida

Questões-Chave:
  • Moçambique registou uma inflação mensal de 0,68% em Fevereiro de 2026, abaixo dos 1,26% observados em Janeiro;
  • A inflação acumulada nos primeiros dois meses do ano situa-se em 1,94%, enquanto a inflação homóloga atingiu 3,20%;
  • O grupo Alimentação e bebidas não alcoólicas foi o principal responsável pela subida de preços;
  • Produtos como carvão vegetal, tomate, carapau, couve e alface lideraram os aumentos;
  • Todas as cidades monitorizadas pelo INE registaram aumento do nível geral de preços.

Subida de preços desacelera após pico observado em Janeiro

A inflação em Moçambique registou um abrandamento em Fevereiro, com o Índice de Preços no Consumidor (IPC) a indicar uma subida mensal de 0,68%, valor que representa praticamente metade da variação observada em Janeiro.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que acompanha a evolução dos preços em oito centros urbanos do país — Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e Inhambane.

Segundo o INE, a evolução mais moderada dos preços ocorre após um início de ano marcado por perturbações logísticas provocadas por cheias que afectaram importantes corredores rodoviários, interferindo no abastecimento de bens em várias regiões do país.

Alimentos continuam a liderar pressões inflacionárias

Tal como em meses anteriores, o principal contributo para a subida dos preços veio da divisão Alimentação e bebidas não alcoólicas, que contribuiu com cerca de 0,37 pontos percentuais para a variação mensal da inflação.

Entre os produtos com maior impacto no aumento do nível geral de preços destacam-se:

Estes produtos contribuíram, em conjunto, com cerca de 0,43 pontos percentuais para a variação mensal do índice.

Ao mesmo tempo, alguns bens registaram reduções de preços, como o coco, a batata-reno, os ovos, a cenoura, a cerveja consumida fora de casa e o milho em grão, o que ajudou a moderar parcialmente a subida do nível geral de preços.

Inflação acumulada aproxima-se de 2% no início de 2026

No acumulado dos primeiros dois meses do ano, a inflação situou-se em 1,94%, reflectindo sobretudo a evolução dos preços de alimentos e de despesas associadas à habitação, energia e combustíveis.

Em termos homólogos — isto é, comparando Fevereiro de 2026 com o mesmo período de 2025 — o aumento do nível geral de preços foi de 3,20%, com destaque para as divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Restaurantes, hotéis e serviços similares, que registaram as maiores variações.

Pressões de preços registadas em todas as cidades

A análise por centros urbanos mostra que todas as cidades monitorizadas registaram aumento de preços em Fevereiro, embora com intensidades diferentes.

A cidade de Xai-Xai registou a maior variação mensal, com 3,12%, seguida por Chimoio (1,27%), Inhambane (0,95%) e Beira (0,61%).

Já as cidades de Maputo (0,44%), Nampula (0,39%), Tete (0,31%) e Quelimane (0,23%) registaram aumentos mais moderados do nível geral de preços.

Evolução recente da inflação mantém-se relativamente moderada

Nos últimos anos, a inflação em Moçambique tem registado uma trajectória relativamente controlada quando comparada com os picos observados após os choques globais de preços de energia e alimentos.

Dados anteriores do INE indicam que a inflação anual se situou em 3,23% em 2025, abaixo da variação registada no ano anterior e significativamente inferior aos níveis próximos de 13% observados em 2022, quando a economia global enfrentava fortes pressões inflacionárias.

Ainda assim, a evolução futura dos preços continuará dependente de factores internos e externos, incluindo a dinâmica dos preços internacionais de alimentos, combustíveis e custos logísticos.

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