Intensifica-se batalha por influência em África

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França muda política de ajuda à África para conter a crescente influência chinesa

A França está a  reformar sua política de ajuda à África – tornando-a mais generosa e mais eficientemente direcionada – como parte de uma estratégia para combater a crescente influência geopolítica da China.

O governo do presidente Francês Emmanuel Macron está agora a realizar várias incursões no continente africano, procedendo ao ajustamento da sua estratégia para as nações em desenvolvimento. Segundo a France 24, mesmo em meio à crise do coronavírus, o governo de Macron alargou o Orçamento Global de Ajuda,  aumentando os gastos com desenvolvimento de €10,9 bilhões, em 2019, para €12,8 bilhões em 2020.

A França aprovou, à 2 de Março do ano corrente, um projecto de lei que aumenta o orçamento de ajuda para 0,55% do PIB até 2022, criado com intuito de lutar contra a pobreza, combater as mudanças climáticas, fortalecer a saúde pública, expandir os serviços de educação e alcançar a igualdade de género com foco nos países da África Subsariana e também no Haiti.

Com a nova estratégia, a França pretende combater a crescente influência da China em África, evitando potenciais situações de armadilha de dívida que os empréstimos pesados do país asiático podem impor sobre os países africanos. Outrossim, de modo crescente, analistas têm revelado preocupações com o alto de envolvimento da China em África, alertando que este pode acabar sendo negativo a médio e longo prazo.

Refira-se que a China é o maior parceiro comercial bilateral da África, tendo superado os EUA em 2009. Antes da crise do coronavírus atingir a economia mundial, o valor do comércio sino-africano atingiu €161 bilhões em 2019.

As economias e a população em expansão da África criaram oportunidades lucrativas para a China e outros actores internacionais, tornando o continente um foco de competição geopolítica na última década. O Fundo Monetário Internacional revelou em 2019 que a África havia se tornado a região que mais cresce no mundo, com o Fórum Económico Mundial prevendo que sua população dobraria para cerca de 2,2 bilhões até 2050.

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