Intensificam-se buscas para soluções de processamento local de recursos mineiros, e combate ao contrabando

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O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) está a intensificar acções para acelerar o processamento local de minérios, com incidência para grafite, areias pesadas e carvão mineral, como os pritários.

Os esforços têm em perspectiva o objectivo de adicionar valor aos produtos extraídos, gerar benefícios aos cidadãos, através da criação de empregos e, simultaneamente, promover a industrialização.

O MIREME vai priorizar o rastreio de metais preciosos e gemas, estabelecimento de entrepostos comerciais, monitoria e fiscalização da actividade mineira e intensificação das inspecções para o controlo da exploração de minerais.

Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, discursando, esta segunda-feira, 14/08, em Lichinga, na província do Niassa, na abertura do VIII Conselho Coordenador do sector, mencionou também a questão de acesso à electricidade no contexto das respostas às exigências do desenvolvimento. Afirmou que, do ponto de vista da rede de energia, a resposta passa pela intensificação de novas ligações aos consumidores domésticos, visando garantir o acesso universal, previsto para 2030, numa acção em que pontifica a electrificação dos postos administrativos, cuja conclusão está prevista para 2024, uma meta que configura um teste à capacidade de mobilização de recursos e implementação de novos projectos neste domínio.

“A larga cadeia de valor associada aos recursos minerais e energia alimenta continuamente as expectativas da sociedade, por uma contribuição visível do nosso sector, no desenvolvimento do país”, sublinhou.

Nesse contexto, apontou que continua o desafio de assegurar a conclusão e a criação de projectos estruturantes de geração e de transporte de energia no quinquénio 2020-2024, para o alcance da capacidade adicional de 600 megawatts, incluindo 200 megawatts de energias renováveis.

Outra nota destacada no VIII Conselho Coordenador do MIREME, é a preocupação reinante com os níveis de contrabando de minérios, situação que está a prejudicar o Estado  de diferentes forma, incluindo o impedimento de sua exploração racional e sustentável. Nesse sentido, de acordo com o Ministério dos Recursos Minerais e Energia, entidade que tutela este sector, estão a ser desenhadas estratégias para tomar a exploração de recursos sustentável e benéfica para o país.

Um dos caminhos identificados como solução passa pela formalização da actividade mineira informal.

“Isto significa ter sempre presente o desafio de fazermos com que a extracção mineira artesanal seja feita de forma segura e sustentável, eliminando, assim, a exploração ilegal de recursos minerais”, disse Carlos Zacarias, ministro dos Recursos Minerais e Energia.

O dirigente frisou que o Governo está a melhorar a visão estratégica de como a sua exploração deverá ser feita, com o objectivo de assegurar a maximização dos benefícios para o país e para os moçambicanos.

Os pronunciamentos foram feitos num contexto em que o Estado tem sofrido avultadas perdas por conta da exploração ilegal.

Dados oficiais apontam que em 2020 o país perdeu três mil milhões de meticais devido ao contrabando de minérios.

Carlos Zacarias fez referência, por outro lado, ao facto de os recursos naturais, como os hidrocarbonetos, serem vistos como os que podem contribuir para o desenvolvimento do país, havendo, por isso, necessidade reunião de monitorar o sector.

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