
‘Investir hoje em Moçambique é investir em África’, conclui o Fórum de Investimento Moçambique – União Europeia
O culminar do Fórum de Investimento Moçambique – União Europeia (UE) Global Gateway, sublinhou a importância estratégica que é a realização de investimento em Moçambique. O evento versátil, que decorreu nos dias 22 e 23, contou com a participação de diversas personalidades da esfera económica e empresarial moçambicana e europeia.
O encerramento do Fórum sublinhou o papel das diferentes temáticas discutidas ao longo dos dois dias e dos 14 painéis realizados, que serviram para despoletar a percepção sobre as oportunidades de negócio entre os diferentes parceiros, dos mais diversos ramos económicos.
Simone Santi, Presidente da Associação dos Empresários Europeus em Moçambique – EuroCam, afirma que o próximo passo é transformar a discussão e as ideias na ocasião compartilhadas em acções concretas e impactantes. “De modo geral, as empresas mostraram grande satisfação com resultados dos encontros bilaterais”. Sublinhou.
Sublinhou ainda que, o sector privado europeu representa uma longa cadeia de valor para utilização de recursos naturais disponíveis em Moçambique.
“Todavia, o que este sector privado necessita é ter instrumentos financeiros adaptados a dimensão do investimento privado e do mercado que realizam”. Afirmou, para deixar ainda mais claro que “precisamos de instrumentos financeiros adequados ao mercado, ao tamanho das empresas e as necessidades dos sectores prioritários”.
O Presidente da EuroCam apelou que se evitasse medidas que no início do processo de investimento atrasem ou limitem o desenvolvimento dos sectores ou da produção. Defendeu que Moçambique precisa pensar na qualidade e não só no preço para que esta seja recompensada e reconhecida, mesmo em cenários de concursos.
Para a indústria, a industrialização também significa ter financiamento e clientes para investimentos em novas energias e em energias de fontes tradicionais. “Mas, a indústria precisa ter custos competitivos e estabilidade”. E para tal “devemos considerar todos os recursos de Moçambique, se pedimos a Moçambique um papel importante na transição energética isso deve ser feito considerando o mercado mundial”. A Europa precisa dos recursos de Moçambique e o mercado regional a SADC, que é também um mercado de referência, igualmente.
Salientou que somente através da colaboração se pode alcançar o desafio global e alcançar resultados significativos.
“Moçambique é um país de oportunidades por isso estamos aqui a investir”, completou.
Gil Bires, Director Geral da Agência para Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX), considerou atingidos os objectivos traçados no âmbito da organização do evento, e exaltou que a próxima etapa é identificar os passos a seguir para a materialização das decisões e recomendações tomadas no mesmo.
“A satisfação é geral e é evidenciada pela expressiva participação que houve no evento, que reitera o compromisso do Governo de Moçambique no reforço e aprofundamento dos excelentes laços de cooperação política e económica em especial de investimentos e comércio entre Moçambique e União Europeia (UE)”. Asseverou que o Governo vai continuar a investir em reformas para a melhoria do ambiente de negócios em Moçambique.
Um dos caminhos a seguir é a institucionalização deste fórum de investimento como um evento anual ou bienal e uma plataforma privilegiada para a promoção de investimentos e comércio entre Moçambique e União Europeia (UE), recomendou.
E como forma de concretizar os vários compromissos assumidos no Fórum “lançamos o desafio de participação da UE na próxima edição da FACIM 2024, num pavilhão único denominado “Pavilhão da União Europeia”, concluiu.
Antonino Maggiore, Embaixador da União Europeia em Moçambique, por seu turno, afirmou que o Global Gateway representava três pontos principais a citar: um evento económico com uma relevância política, “pois a parceira política que Moçambique tem com a UE é um canal para construir as nossas relações económicas e culturais, e esta é uma grande conquista deste evento”, ressalvou.
Disse ainda que a discussão que se teve ao longo dos 2 dias foi uma discussão muito concreta e interessante de temas e painéis pertinentes, o que mostra que o Global Gateway é uma oferta de parceira muita concreta em áreas-chave e muito estratégicas. “Portanto, é uma ferramenta incrível que irá fortalecer ainda mais as nossas parcerias”.
Manifestou satisfação geral pelo evento, e disse que o Fórum podia ser traduzido em conectar pessoas, países e empresas. “Estou certo de que a partir de amanhã, graças a hoje estaremos disponíveis a continuar com maior entusiasmo conectando as pessoas da Europa e de Moçambique”, exaltou.
Em representação do Governo, e encerrando o evento, Silvino Moreno, Ministro da Indústria e Comércio também expressou a sua satisfação pela realização e término do Fórum de Negócios e Investimento Moçambique-UE, enfatizando ainda que o sentimento era redobrado porque coroava uma das fases mais importantes da cooperação Moçambique-UE, um evento que passa a fazer parte da agenda moçambicana bilateral.
“Com muito apreço registamos o interesse expresso pelos empresários da UE, relativamente as oportunidades existentes em Moçambique em parceria com o nosso sector privado”.
A matriz de oportunidades existentes em Moçambique e na UE, que é realçada pelo dinamismo e solidez da Balança Comercial e de Capital, continua a ser um forte catalisador na internacionalização que para o caso de Moçambique como destino de investimentos deve ser equacionado também no contexto da Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA) com um mercado de cerca de 1,4 mil milhões de consumidores.
“Exortamos aos empresários aqui presentes que invistam de forma inovadora e diversifiquem os seus negócios”, finalizou.
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