Já são pouco mais de 3500 viaturas movidas a gás no Grande Maputo

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  • Nos últimos anos o número de conversões apresenta uma média de 600 unidades/ano
  • Autogás projecta converter, em 2023, 1000 viaturas
  • Custo da conversão constitui obstáculo a um acrescimento mais rápido e alargado

A escalada dos preços dos combustíveis líquidos tem sido impulsionador do crescimento do número de viaturas movidas a gás na região do Grande Maputo. Neste momento, cerca de 3500 veículos automóveis deixaram de usar combustíveis como a gasolina ou o gasóleo  para passar a usar Gás Natural.

O uso do gás natural em veículos, esta sendo uma alternativa aos combustíveis convencionais importados, mostrando-se como uma alternativa viável, versátil, económica e amiga do ambiente.

A Autogás que trabalha a sensivelmente 15 anos na implementação do gás natural como uma das ferramentas que oferece competitividade para as pequenas e médias empresas considera que os elevados custos dos combustíveis líquidos têm contribuído para o crescimento dos utilizadores do GNV.

“Neste momento estamos com um número de aproximadamente 3500 utilizadores no grande Maputo, e o. Para este ano de 2023 temos a meta de converter 1000 viaturas, para passarmos a ter 4500 viaturas até ao fim do ano”, revelou João das Neves, Director-Executivo da Autogás.

João das Neves, admitiu que o processo de conversão não é acessível mas não há outro caminho a seguir e aponta uma solução para a possível redução do preço:

“O custo da conversão é efectivamente alto, mas é inevitável e, é aquilo que temos vindo a falar ao longo dos anos que precisam de algum programa de incentivo do próprio governo. O preço de conversão parte dos 80 mil meticais em diante”, afirmou.

Neste momento a Autogás conta com cinco postos de abastecimento de Gás Natural Veicular (GNV) dos quais dois operados pela Autogás directamente e os restantes em parceria com a Petromoc.

Sobre planos de expansão, Das Neves disse que não será para breve que a sua empresa vai conseguir cobrir todo o País em termos de postos de abastecimentos, mas revelou que “esse sonho existe”

“A Autogás tem o sonho de conseguir está cobertura nacional com cerca de 70 postos, com tudo há limitações da disponibilidade do investimento para esses 70 postos. O que a Autogás pode anunciar é que nos próximos cinco anos vamos nos concentrar no sul de Moçambique, particularmente ao longo da Estrada Nacional Número Um (EN1)”.

Para a Autogás o ano passado foi bastante positivo, sem avançar números o Director-Executivo disse que duplicaram o nível de consumidores, sendo este um sinal de que estão no caminho certo.