
Japão poderá apoiar Moçambique na melhor gestão da divida pública
- Japão reitera interesse no reforço das relações económicas com Moçambique;
- Investimentos público-privados japoneses, em África, deverão atingir os US$ 30 mil milhões nos próximos três anos.
No final das conversações que manteve com o Primeiro-ministro japonês, Fumiou Keshida, Filipe Nyusi, Presidente da República, era um homem satisfeito: “De uma forma geral foi esse ambiente que foi totalmente cordial”. Disse o Presidente da República, e assegurou que o Japão vai aumentar a cooperação com Moçambique em várias áreas. Referiu-se, por exemplo, a disponibilidade demonstrada pelo Governo japonês de dotar o executivo nacional de conhecimentos e competências no domínio da gestão de dívida pública.
Do lado japonês, o Primeiro-Ministro, disse ter ficado impressionado com alto nível de interesse por Moçambique, demostrado pelas empresas japonesas.
“Confirmei com o senhor Presidente Nyusi que o Japão continuará a apoiar esse sector privado a fim de incentivar o surgimento de oportunidades concretas de negócios”, frisou, para depois acrescentar que o Japão apoiará o desenvolvimento da infra-estrutura que formará a base do crescimento económico de Moçambique, em particular através do desenvolvimento do porto de Nacala, e do fornecimento de equipamentos de controlo de tráfego aéreo.
O Japão reiterou o seu interesse em apoiar a retoma das obras de construção da fábrica de gás natural liquefeito em Palma.
“Concordamos em investir, em incentivar fortemente a retomada em curto prazo da construção de instalações de produção para o maior projecto de desenvolvimento de gás natural liquefeito na África (GNL), um projecto que é financiado pelo Banco Japonês de Cooperação Internacional”, disse Fumio Kishida.
O Chefe do Executivo japonês, recordou que na TICAD 8, em Agosto do ano passado, ter feito a promessa de que o sector público-privado, irá injectar mais de 30 mil milhões de dólares nos próximos três anos para dar o máximo apoio às empresas africanas e reiterou esse compromisso.
“Quero conectar as empresas africanas que estão a aumentar o seu potencial e a mudar a sua natureza de apoio ao investimento e as empresas japonesas que estão a interessar-se cada vez mais por África”, disse Fumio Keshida.
O enfrentamento das mudanças climáticas é outra área de que Moçambique poderá beneficiar do apoio nipónico, conforme deu a entende Fumio Keshida.
Numa perspectiva mais abrangente a digressão à África, a primeira desde que Fumio Kishida tomou posse em Outubro de 2001, visa o estreitamento de relações entre Tóquio e o continente africano.
Fumio Kishida terminou em Maputo o seu périplo de seis dias pelo continente africano, que o levou, sucessivamente, ao Egipto, Gana, Quénia e, por fim, Moçambique.
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