
Linha de Goba quadriplica volume de carga
A linha de Goba que no ano passado transportou cerca de 190 mil toneladas de carga proveniente de Eswathini (Ex Swazilândia) para o Porto de Maputo, deverá manusear cerca de 788 mil toneladas, até ao final do ano, quadruplicando deste modo o volume de carga manuseada em 2021.
Depois da supressão da fronteira ferroviária com a África do Sul, através do acordo alcançado entre a empresa CFM e a congénere sul africana Transnet Freight Rail, que permite a livre circulação de comboios de mercadorias na fronteira de Ressano Garcia, segue-se agora entendimento similar com a Eswhathini Railways, que permitira’, entre outros benefícios, duplicar o número de comboios diários de carvão, passando dos actuais 2 para 4 comboios. O volume de carvão transportado também vai aumentar na mesma proporção, passando das actuais 3600 toneladas para 7200 toneladas por dia.
Estes desenvolvimentos tornam-se possíveis após o entendimento entre as duas empresas que abre linhas para a livre circulação de combóis de mercadorias entre os Dois Países.
Fonte do Ministério dos Transportes e Comunicações, assegura que fruto da implementação do acordo com o Reino da Swazilândia e demais medidas que as duas administrações ferroviárias têm vindo a implementar, a linha férrea de Goba que no ano passado transportou cerca de 190 mil toneladas de carga proveniente de Eswatini para o Porto de Maputo, deverá manusear cerca de 788 mil toneladas, até ao final do ano, quadruplicando deste modo o volume de carga manuseada em 2021.
O Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, discreve o evento como algo que proporcionrá impactos positivos limitarão às operações ferroviárias. “A par da eficiência das operações ferroviárias, estão os proveitos positivos de todos os outros integrantes da cadeia logística do transporte ferroviário neste Corredor”, disse Mateu Magala
Por exemplo, o Porto de Maputo que no ano passado registou o recorde de sempre de mais de 22 milhões de toneladas manuseadas, está agora em posição de continuar a crescer e aumentar os volumes manuseados que receberá das linhas férreas alimentadoras, disse a nossa fonte.
O Ministro dos Transportes e Comunicações, disse quando testemunhava o entendimento entre a Eswhathini Railways e os CFM que a economia nacional tem uma oportunidade de continuar a crescer duma forma sustentável e equilibrada através de impostos e diversas taxas, oportunidades de emprego e multiplicação de negócios que advém das infraestruturas de transporte.
Como desafios, o Ministro Magala aponta a necessidade da melhoria da eficiência das infraestruturas de transporte, directamente ligada aos processos de gestão das fronteiras, onde ainda persiste muita intervenção humana e burocrática.
Nessa componente, o Ministro defende que o País precisa de introduzir reformas nos mecanismos de controlo e desembaraço das mercadorias, reduzindo o tempo que os operadores levam quer para o pagamento de taxas, como para o controlo e certificação das mercadorias, sobretudo a carga em trânsito.
A digitalização, automação e integração dos processos de entrada e saída de mercadorias no país constitui um caminho irreversível que, de acordo com o Ministro Magala, Moçambique precisa de percorrer para tornar as infraestruturas de transporte eficientes e competitivas.













