
Max Tonela defende transição verde justa e inclusiva
Foi durante um encontro ministerial da Coligação dos Ministros das Finanças para Acção Climática, decorrido a margem das reuniões anuais do Banco Mundial e FMI, que o Ministro das Finanças moçambicano defendeu uma abordagem de transição energética mundial que deve ser justa e inclusiva, assente, naquilo que classificou de “responsabilidades comuns porem diferenciadas”.
Depois de se referir ao histórico do País com os efeitos das mudanças climáticas, os danos que o País tem vindo a sofrer quase que de forma cíclica, embora seja um país que pouco contribui para essas mesmas mudanças climáticas, Max Tonela, disse que Moçambique reconhece a necessidade de uma transição verde justa e inclusiva a nível mundial baseado em responsabilidades comuns porém diferenciadas”.
“Moçambique pretende contribuir substancialmente para um processo de descarbonização global não apenas para através sua própria transição energética que já está a ser implementada, mas também como fonte exportadora de energia para a região e o mundo”. Disse o Ministro.
Max Tonela deu a entender ao fórum que, no caso de Moçambique, enquanto se trabalha “proactivamente para mitigar os efeitos dos desastres causados pelas mudanças climáticas”, ao mesmo tempo, especial atenção é prestada, ao “desenvolvimento de fontes renováveis e alternativas de transição energética”, um processo que tem estado a contar com grande apoio de parceiros e doadores internacionais, incluindo os EUA e o Grupo Banco Mundial.
Referindo-se ainda ao estágio de Moçambique dos processos de transição energética, Max Tonela partilhou os avanços que o Pais tem vindo e registar na alavancagem dos níveis de investimento neste domínio e assegurar o acesso universal até 2030, numa abordagem que prevê a participação do sector privado e a diversificação da matriz energética.
“Sabemos que a procura de energia deverá aumentar na perspectiva de um crescimento populacional, do êxodo populacional das zonas rurais para as zonas urbanas e o aumento dos ganhos”, elucidou o Ministro.

Dando a entender que “as energias renováveis continuam uma fonte intermitente de energia e o mundo precisa de alternativas de energia firme para a transição energética”, e que o gás natural se apresenta como alternativa, Max Tonela aproveitou para informar ao fórum que Moçambique tem uma grande reserva de gás natural que a torna um actor importante na produção e exportação de gás natural à nível global.
Outra mensagem importante deixada pelo Ministro tem a ver com a necessidade de apoio por parte das instituições financeiras internacionais “não só para financiar a adaptação climáticas, mas também para financiar projectos de exploração de gás natural …para assegurar a diversificação de fornecimento e uma transição energética suave”.
Max Tonela vincou necessidade de uma transição justa que possa permitir que países como Moçambique explorem todas as fontes energia para assegurar o acesso universal a fontes de energia enquanto desenvolvem-se projectos de gás natural e de energias renováveis.
Nesse sentido, o apelo deixado em Washington, foi fundamentalmente dirigido a instituições de financiamento e parceiros bilaterais, para que aumentem o financiamento de projectos de gás natural e infraestruturas de armazenamento.














