
Mercado da CPLP vai ter banco de desenvolvimento
Projecta-se que a instituição de crédito multilateral venha a ter um capital social de US$ 100 milhões
A AGÊNCIA MULTILATERAL DE FINANCIAMENTO AO DESENVOLVIMENTO, está sendo considerada para melhoria das condições de acesso aos mercados financeiros internacionais para realização de investimentos prioritários de viabilidade comprovada e dimensão relevante, com substancial valor acrescentado gerado em países de língua portuguesa.
Visando promover o dinamismo económico e alavancar o investimento nos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa está em curso o processo de criação de um banco de desenvolvimento ao nível da CPLP.A informação foi avançada ao “O.Económico” pelo Presidente da Confederação Empresarial desta organização, Salimo Abdula.
O projecto já tem alguns anos na forja, mais ganhou novo ímpeto no contexto do acordo de mobilidade e supressão de vistos recentemente celebrado pelos países integrantes da CPLP.
O Presidente da Confederação Empresarial da CPLP, avançou ao “O.Económico” que foram elencadas como finalidades da instituição de crédito multilateral em vista, o favorecimento da dinâmica de investimento em áreas críticas de desenvolvimento, conferir escala e melhor percepção de risco no acesso aos mercados financeiros, promover a valorização e intercâmbio entre instituições dos diferentes Estados, o Cross Border financing e o fortalecimento da competitividade das propostas de valor dos fornecedores de bens e serviços oriundos de países de língua portuguesa facultando a respectiva cobertura financeira.
Salimo Abdula, frisa sobre esta iniciativa, que a mesma configura-se como mais uma medida no contexto do fortalecimento do pilar econômico da CPLP e vai fomentar a integração empresarial ao nível da CPLP. Para tal foram identificados, do ponto de vista de objectivos, a intervenção na concretização de projectos que correspondam a um volume global de investimentos significativo [5% do PIB agregado] respeitante aos países em desenvolvimento, para além do contributo no estabelecimento de parcerias de negócio, investimento e financiamento numa lógica inclusiva, de equidade e reciprocidade, envolvendo agentes económicos de cada um dos Estados, incluindo a constituição de uma carteira de operações por via de credit enhancement e/ou colocação de dívida, diversificada e representativa dos países e sectores elegíveis.
Os bancos de desenvolvimento
Os bancos de desenvolvimento são instituições financeiras destinadas a fornecer capital de médio e longo prazo, à taxas de juros inferior à do mercado, para investimento produtivo e muitas vezes acompanhado de assistência técnica.
Cada um dos países da CPLP já possui um banco de desenvolvimento que actua como principal instrumento de execução da política de investimentos. Em relação à taxa de juro, a Angola é o país que tem apresentado as mais altas da comunidade e Portugal as mais baixas, actualmente com 20 e 1%, respectivamente, de acordo com o Tradingeconomics.
A criação de um banco de investimento é, portanto, vista como um instrumento que poderá criar uma convergência, ou pelo menos reduzir as diferenças nos custos de investimento dos países, permitindo que se tire disso vantagens mútuas, “através da transferência de conhecimento e capital entre os países que são dotados de cada um destes factores”, acrescentou Salimo Abdula.
















