
Mitsui Reitera Compromisso com Moçambique e Vê País Como Hub Estratégico de Energia e Logística
- Presidente Daniel Chapo e líder da multinacional japonesa discutiram em Yokohama carteira de investimentos e visão de cooperação futura
- A Mitsui comprometeu-se a manter e diversificar investimentos em Moçambique, incluindo 1,5 mil milhões de USD na Área 1 da Bacia do Rovuma e no Corredor de Nacala;
- Daniel Chapo destacou a Mitsui como parceiro estratégico, sobretudo nos sectores energético, hidrocarbonetos e logística;
- O Corredor de Nacala é visto como eixo fundamental para integrar Malawi, Zâmbia e Congo, potenciando exportação de recursos e dinamização do comércio regional;
- Moçambique pretende posicionar-se como hub energético regional, aproveitando megaprojectos como o LNG de Cabo Delgado e a hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa;
- Mitsui augura crescimento económico de Moçambique e vê oportunidades para laços bilaterais mais fortes com o Japão.
A multinacional japonesa Mitsui & Co. reiterou o seu compromisso de continuar a investir em Moçambique, com uma carteira diversificada que inclui participações estratégicas no gás natural liquefeito da Área 1 da Bacia do Rovuma e no Corredor Logístico de Nacala. O anúncio foi feito em Yokohama, Japão, após um encontro entre o Presidente Daniel Chapo e o presidente da empresa, Kenichi Hori, à margem da TICAD-9.
Trata-se de investimentos avaliados em cerca de 1,5 mil milhões de dólares, incluindo 20% de participação na Área 1 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, e projectos estruturantes no Corredor de Desenvolvimento de Nacala. A Mitsui, que já participa no consórcio do Corredor de Nacala, reiterou a sua visão de longo prazo para Moçambique, sublinhando que a estabilidade e a capacidade de integração regional tornam o país um destino prioritário.
Daniel Chapo considerou a Mitsui um “parceiro estratégico” para Moçambique, especialmente nos sectores da energia, hidrocarbonetos e logística. Sublinhou que a cooperação com a empresa japonesa poderá permitir a rápida operacionalização de infra-estruturas críticas, como o porto de Nacala e a linha férrea que conecta o interior de Moçambique e países vizinhos ao Oceano Índico. “O corredor de Nacala pode ir até ao Malawi, à Zâmbia e ao sul do Congo, zonas com minerais críticos que podem ser escoados por este eixo”, disse.
No encontro, o Chefe de Estado enfatizou ainda a ambição de transformar Moçambique num hub energético regional, aproveitando o gás natural de Cabo Delgado e a futura hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa, projectos que poderão assegurar fornecimento a países do hinterland como Zâmbia, Malawi e Congo.
Kenichi Hori, por sua vez, mostrou-se optimista quanto às perspectivas económicas de Moçambique e assegurou que a Mitsui continuará a aprofundar a sua presença. “Esperamos laços mais fortes entre Moçambique e o Japão e acreditamos na grande história de crescimento do país”, afirmou.
Ao encerrar a audiência, Chapo reforçou a mensagem de que Moçambique está a implementar reformas para criar um ambiente mais competitivo e atractivo ao investimento privado, destacando a importância de parcerias robustas e de longo prazo.
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