Oil&Gas: Aposta no capital humano nacional é a decisão estruturante para Moçambique

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  • “Hoje, 97% da nossa mão-de-obra que está nas nossas operações, tanto em Temane é totalmente moçambicana”, o Director-Geral da Sasol Moçambique

Os investimentos e o crescimento económico que Moçambique vem registando ao nível de gás e outras fontes naturais, exige do País uma tomada de decisão estruturante., e essa decisão é, segundo Ovidio Rudolfo, o Capital Humano.

O Director- Geral  da Sasol Moçambique, vincou na Oitava edição da Conferência Anual de Gás, participou no Painel de Líderes de Energia, com o tema: Visão Geral dos Mercados Globais – Atraindo Investimento para a Próxima Fase de Projetos de Energia, a importância de se investir no capital humano, principalmente local, para responder à demanda.

“E concretamente, nós quando falamos de como Moçambique deve se posicionar, olhamos para o capital humano… “E, é nesse sentido, partilhando um bocadinho com a audiência aquilo que nós estamos a fazer, temos a capacitação do capital humano em várias vertentes. Temos na vertente formação superior concessão de bolsas para fora e dentro do país, na área de óleo e gás e outras áreas afins. A título de exemplo, de 2013 para cá, em parceria com o ministério dos Recursos Minerais e Energia, nós já formamos pouco mais de 37 graduados. E neste momento mandámos a última leva de cinco graduados. É de destacar que nesta capacitação humana, pomos um focus muito especial na mulher. Porque se a gente olha a nossa demografia, a mulher é chamada a ter um papel mais activo, digamos, na participação do sector energético”. Explicou

Formar o capital humano é a melhor saída para Moçambique responder aos projectos que estão por vir. Para isso, de acordo com Ovídeo Rudolfo,  é preciso avaliar como se capacita e como se prepara os moçambicanos para fazerem parte das oportunidades.

“Como disse, a capacitação do capital humano é de forma diversificada. Temos a formação superior… temos também a formação Técnico-Profissional ou vocacional, também temos trabalhado com as várias entidades para preparar o maior número de jovens para os projetos que actualmente estão em curso. Para, de facto, responder àquilo que está em curso e aquilo que está ainda para vir. E aqui temos os exemplos do Centro de Formação de Inhassoro, que recentemente foi reformado e até a esta fase nós formamos aproximadamente 500 mil jovens em várias áreas… não é somente para responderem os projetos da SASOL, mas para responderem àquilo que é o futuro risonho que aqui foi bem-dito as oportunidades que Moçambique vai ter na área energética”. Explicou

Através da formação de nível superior e técnico-profissional., a SASOL melhorou a participação da mão-de-obra moçambicana em mais de 40 por cento, desde 2013.

“Se olharmos para esta área, em 2013, tínhamos cerca de 57%, um pouco mais de 50% da mão-de-obra moçambicana em posições de especialidade em Midlee management, esta imagem com este focus na captação do capital humano mudou. Hoje, 97% da nossa mão-de-obra que está nas nossas operações, tanto em Temane é totalmente moçambicana. Portanto, quando falamos de como trazer os moçambicanos, estamos a falar disto. Como é que realmente temos estas operações a serem dirigidas, controladas, conduzidas por moçambicanos. Quando falamos de uma classe média forte num país é quando esta classe toda pode participar nesses projetos, é assim que começamos a ter realmente uma classe forte, uma classe elevada, que vai dinamizar a economia do país”. Sustentou

Ovídio Rodolfo revelou que a SASOL tem uma colaboração com a Universidade Eduardo Mondlane, onde também oferece formação para mestrado e pós-graduação no processamento de hidrocarbonetos.

“É um programa que começou há cerca de há sete anos com um foco muito especial na participação das mulheres considerada crucial para o desenvolvimento do País”. Ajustou.

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