A COMISSÃO Económica das Nações Unidas para África (UNECA) defendeu esta semana uma implementação mais rápida do acordo de livre comércio continental africano (AfCFTA, na sigla em inglês), que entrou em vigor em 2019, para acelerar o desenvolvimento económico do continente.

“As grandes promessas do AfCFTA só se podem cumprir se o acordo for implementado de uma maneira eficiente”, disse o Secretário-Executivo interino da UNECA, António Pedro, durante a abertura de uma reunião dos países menos desenvolvidos de África e do Haiti, que decorreu entre terça e quarta-feira, em Adis Abeba.

De acordo com os dados apresentados pela UNECA, o comércio intra-africano poderá ser 34% mais alto em 2045, ajudando também o continente a industrializar-se e a diversificar as suas economias, reduzindo a “actual dependência comercial” do continente face aos seus parceiros externos, algo que a presente crise exacerbada pela guerra na Ucrânia e a pandemia demonstrou ser vital para estes países.

“A última avaliação empírica revela que a implementação bem-sucedida do acordo terá um impacto positivo no PIB

(Produto Interno Bruto), no comércio e no bem-estar de África”, disse o dirigente moçambicano, citado pela agência Efe.

O responsável salientou que apesar das perturbações ao comércio internacional, originadas pela pandemia, primeiro, e pela guerra na Ucrânia, depois, as exportações dos países africanos menos desenvolvidos aumentaram 35% cm 2021 face ao ano anterior.

A sessão de abertura da reunião contou também com a presença da subsecretária geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Rabab Fatima, que defendeu que “o comércio é uma condição essencial para garantir um crescimento sustentável e alcançar os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável”.

O memorando, além de “fortalecera produção e as exportações, criará mais empregos e limitará o impacto da volatilidade dos preços das matérias-primas”, defendeu. O acordo de livre comércio, impulsionado pela União Africana e que entrou em funcionamento em Janeiro de 2021, conta com 43 dos 54 países africanos, e tem como objectivo criar o maior mercado único de produtos e serviços do mundo, integrando cerca de 1,3 mil milhões de pessoas.

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