Os EUA emitem licença alargada para permitir a Chevron importar petróleo da Venezuela

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A Chevron recebeu, em finais de Novembro, uma licença alargada que permite a segunda maior companhia petrolífera dos EUA retomar a produção na Venezuela e importação do crude daquele país sul americano para os EUA.

A decisão permite a Chevron reavivar os projectos de petróleo já existentes no País   ora sancionado pelos EUA e trazer novos fornecimentos de petróleo a refinarias nos Estados Unidos. Embora restrinja os pagamentos em dinheiro a Venezuela, o que poderá reduzir a quantidade de petróleo a disposição da Chevron.

Os termos da licença são designados para prevenir a companhia petrolífera estatal da Venezuela, PDVSA, de receber proveitos das vendas do petróleo venezuelano pela Chevron, disseram oficiais dos EUA. A licença vigorará durante seis meses e depois será automaticamente renovada mensalmente, segundo o Ministério das Finanças dos EUA.

Um porta-voz da Chevron disse que a companhia estava a rever os termos da licença e escusou-se de fazer comentários imediatos.

Os EUA emitiram a licença no mesmo dia que a Venezuela e os líderes da oposição começaram discussões políticas na Cidade do México, concordando em pedir às Nações Unidas para superentender um fundo de ajuda em provisões alimentares, cuidados de saúde e infraestruturas para a Venezuela.

Os termos impedem a Chevron de ajudar o membro da OPEP de desenvolver novos campos petrolíferos, no entanto, cria um caminho para a companhia reter como compensação uma parte dos biliões de dólares devidos pela PDVSA, através das vendas de petróleo. Os Estados Unidos disseram que reservaram o direito de rescisão ou revogação da licença a qualquer momento.

“Esta acção reflecte a antiga política americana de prover relevo às sanções direcionadas com base em passos concretos que aliviam o sofrimento do povo venezuelano e apoiar a restauração da democracia,”

A autorização pode prover novos fornecimentos limitados de crude para um mercado que agora luta para encontrar alternativas ao petróleo russo evitado pelos compradores do Ocidente, devido a invasão à Ucrânia. A Chevron e outras refinarias de petróleo dos EUA podem beneficiar dos fornecimentos de crude pesado da Venezuela para as suas instalações de processamento da Costa do Golfo dos EUA.

Analistas avisaram que o Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, poderá se enfurecer com as restrições incluídas na licença, incluindo a falta de pagamento em dinheiro a qual a sua administração procurava. Os lucros devidos a Venezuela das vendas de petróleo pela Chevron iriam para um fundo humanitário e não a PDVSA.

“Não há nenhum grande incentivo a curto prazo” para a Venezuela, disse Francisco Monaldi, um perito em política de energia da América Latina no Instituto Baker de Políticas Públicas da Rice University.

Os termos poderão ser suavizados com tempo dependendo de como as discussões vão proceder na Cidade do México.

“Vamos ver como o Governo de Maduro vai reagir aos termos e como muitas carruagens serão atribuídas a Chevron depois,” disse Monaldi.

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