
Os riscos para o crescimento mundial estão globalmente equilibrados e uma aterragem suave é uma possibilidade – FMI
- África subsariana deverá crescer 3,8% em 2024
O Fundo Monetário Internacional procedeu à actualização das suas projecções para o crescimento económico mundial e nela refere que crescimento global está projectado em 3,1% em 2024 e 3,2% em 2025, com a previsão para 2024 0,2 pontos percentuais superior à das Perspectivas Económicas Mundiais (WEO) de Outubro de 2023.
Espera-se que o crescimento na África subsaariana aumente de uma estimativa de 3,3% em 2023 para 3,8% em 2024 e, posteriormente, para 4,1% em 2025.
O crescimento previsto para a região é atribuído à redução dos efeitos negativos de choques climáticos anteriores e melhorias graduais nas questões de oferta.
Houve uma revisão para baixo na projecção de crescimento em 2024, diminuindo 0,2 pontos percentuais desde Outubro de 2023. Essa revisão está principalmente relacionada a uma projeção mais fraca para a África do Sul.
A projeção mais fraca para a África do Sul é atribuída ao aumento das restrições logísticas, incluindo aquelas no setor de transporte, que estão impactando a atividade econômica.
Resumindo, embora haja uma perspectiva geral positiva para o crescimento econômico na África subsaariana, existem preocupações com o desempenho econômico da África do Sul em 2024 devido a desafios logísticos que afectam o sector de transporte e a actividade económica.
No relance global, os novos dados sobre a previsão do crescimento económico mundial, estão fundadas numa resiliência maior do que a esperada nos Estados Unidos e a vários grandes mercados emergentes e economias em desenvolvimento, bem como apoio fiscal na China.
O FMI refere que a previsão para 2024–25 está, no entanto, abaixo da média histórica (2000–19) de 3,8 por cento, com taxas directoras elevadas dos bancos centrais para combater a inflação, uma retirada do apoio fiscal num contexto de dívida elevada que pesa sobre a actividade económica e baixa produtividade subjacente.
“ A inflação está a cair mais rapidamente do que o esperado na maioria das regiões, num contexto de resolução de questões do lado da oferta e de uma política monetária restritiva. A inflação global deverá cair para 5,8% em 2024 e para 4,4% em 2025, com a previsão para 2025 revista em baixa”, informa o FMI
A instituição vê que com a desinflação e o crescimento constante, a probabilidade de uma aterragem brusca diminuiu e os riscos para o crescimento global estão globalmente equilibrados. Do lado positivo, diz o FMI, uma desinflação mais rápida poderá levar a uma maior flexibilização das condições financeiras. Numa outra perspectiva, o FMI observa que uma política fiscal mais flexível do que o necessário e do que o assumido nas projecções poderá implicar um crescimento temporariamente mais elevado, mas com o risco de um ajustamento mais dispendioso mais tarde. Uma dinâmica mais forte de reformas estruturais poderá reforçar a produtividade com repercussões transfronteiriças positivas. No lado negativo, adverte, novos picos nos preços das matérias-primas devido a choques geopolíticos – incluindo ataques contínuos no Mar Vermelho – e perturbações na oferta ou uma inflação subjacente mais persistente poderão prolongar condições monetárias restritivas.
Para o FMI, o desafio de curto prazo dos decisores políticos é gerir com sucesso a descida final da inflação até ao objectivo, calibrando a política monetária em resposta à dinâmica da inflação subjacente e – onde as pressões salariais e de preços estão claramente a dissipar-se – ajustando-se para uma postura menos restritiva. Ao mesmo tempo, em muitos casos, com a inflação a diminuir e as economias mais capazes de absorver os efeitos do aperto orçamental, é necessário – afirma – um foco renovado na consolidação orçamental para reconstruir a capacidade orçamental para lidar com choques futuros, aumentar as receitas para novas prioridades de despesa e conter o aumento da dívida pública é necessária.
O FMI reitera que reformas estruturais específicas e cuidadosamente sequenciadas reforçariam o crescimento da produtividade e a sustentabilidade da dívida e acelerariam a convergência para níveis de rendimento mais elevados.
“É necessária uma coordenação multilateral mais eficiente, entre outras coisas, para a resolução da dívida, para evitar o sobreendividamento e criar espaço para os investimentos necessários, bem como para mitigar os efeitos das alterações climáticas”.
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