Ouro Afunda com Apostas Num Presidente da Fed Mais Restritivo, Mas Regista Melhor Mês Desde 1982

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Metal precioso recua mais de 4% após rumores de uma liderança mais “hawkish” na Reserva Federal, mas acumula uma valorização mensal superior a 20%, a mais forte em mais de quatro décadas

Questões-Chave:
  • Ouro cai mais de 4% com expectativa de uma política monetária mais restritiva nos EUA;
  • Rumores de nomeação de Kevin Warsh para a presidência da Fed pressionam metais preciosos;
  • Apesar da queda, ouro caminha para o melhor mês desde 1982;
  • Dólar recupera parcialmente, reduzindo atractividade do ouro para investidores externos;
  • Prata e outros metais preciosos também registam quedas acentuadas após máximos históricos.

Expectativa Sobre a Fed Desencadeia Forte Correcção

Os preços do ouro registaram uma queda acentuada nos mercados internacionais, pressionados pelo aumento das apostas numa liderança mais restritiva da Federal Reserve. O movimento surge num momento em que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que irá anunciar em breve o nome do próximo presidente da autoridade monetária.

A intensificação dos rumores de que o escolhido poderá ser Kevin Warsh, antigo governador da Fed e visto como menos acomodatício do que o actual presidente Jerome Powell, levou os investidores a reduzirem exposição ao metal precioso.

Ouro Cai Após Máximos Históricos

O ouro no mercado à vista caiu 4,2%, para 5.172,80 dólares por onça, depois de ter tocado um máximo histórico de 5.594,82 dólares na sessão anterior. Os futuros do ouro nos Estados Unidos recuaram cerca de 3%, para 5.163,90 dólares por onça.

Analistas referem que a correcção reflecte uma combinação de factores: expectativas de uma política monetária mais restritiva, recuperação do dólar e realização de lucros após um período prolongado de forte valorização.

Dólar Mais Forte Pressiona Metais Preciosos

A recuperação do dólar norte-americano, após a Fed manter as taxas de juro inalteradas na sua última reunião, contribuiu para a pressão sobre o ouro. Um dólar mais forte torna o metal, cotado em dólares, mais caro para compradores que operam noutras moedas, reduzindo a procura internacional.

Apesar disso, os mercados continuam a antecipar dois cortes de taxas em 2026, o que limita uma correcção mais profunda no preço do ouro.

Melhor Desempenho Mensal em Mais de Quatro Décadas

Mesmo com a queda acentuada da sessão, o ouro acumula uma valorização superior a 20% em Janeiro, encaminhando-se para o melhor desempenho mensal desde 1982 e para o sexto mês consecutivo de ganhos.

A forte subida ao longo do mês foi sustentada por tensões geopolíticas persistentes, incerteza económica global e uma procura robusta por activos de refúgio.

Prata e Outros Metais Também Recuam

A correcção estendeu-se a outros metais preciosos. A prata caiu 6,1%, para 109,03 dólares por onça, depois de ter atingido um máximo histórico de 121,64 dólares. Ainda assim, o metal acumula uma valorização mensal de cerca de 53%, encaminhando-se para o melhor mês de sempre.

Platino e paládio registaram igualmente quedas superiores a 4%, num movimento generalizado de ajustamento após máximos recentes.

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