
Ouro Cede Ligeiramente Com Reforço do Dólar Após Dados Económicos Sólidos nos EUA
Questões-Chave
- Ouro à vista recuou 0,1% para US$ 3.745,67 por onça, mas acumula ganho semanal de 1,6%;
- Dólar mantém-se perto de máximos de três semanas após revisão em alta do PIB dos EUA;
- Investidores aguardam divulgação do índice PCE, medida de inflação preferida da Fed;
- Novas tarifas de Trump sobre importações podem sustentar procura por activos de refúgio;
- Platina aproxima-se de máximos de 12 anos, a US$ 1.542,90.
O ouro registou uma ligeira desvalorização esta sexta-feira, pressionado pela valorização do dólar após dados económicos robustos dos Estados Unidos reduzirem as expectativas de novos cortes de taxas pela Reserva Federal, ainda que o metal mantenha ganhos semanais.
Às 04h09 GMT, o ouro à vista caiu 0,1%, para US$ 3.745,67 por onça, enquanto os futuros norte-americanos para Dezembro permaneceram estáveis em US$ 3.774,80. Apesar da correcção, o metal acumula uma valorização semanal de 1,6%.
O índice do dólar situou-se próximo do máximo de três semanas, beneficiando da revisão em alta do PIB do segundo trimestre para 3,8%, apoiado pelo consumo e pelo investimento. Dados complementares revelaram também a queda nos pedidos de subsídio de desemprego, reforçando a percepção de resiliência da economia norte-americana.
Segundo Tim Waterer, analista-chefe da KCM Trade, “o regresso do dólar em força constitui um obstáculo entre o ouro e a ambição de atingir os US$ 3.800”. O especialista acrescentou que o mais recente anúncio do Presidente Donald Trump de impor tarifas adicionais sobre uma vasta gama de importações poderá, contudo, sustentar a procura por activos de refúgio como o ouro.
Os mercados aguardam agora a divulgação do índice de preços das despesas de consumo pessoal (PCE), o indicador preferido da Fed para medir a inflação, que deverá mostrar uma variação mensal de 0,3% e anual de 2,7% em Agosto, segundo sondagem da Reuters.
Paralelamente, o decisor da Fed, Stephen Miran, defendeu cortes agressivos nas taxas de juro para proteger o mercado laboral, minimizando os riscos inflacionistas decorrentes das tarifas.
Entre outros metais preciosos, a prata caiu 1%, para US$ 44,89 por onça, a platina avançou 0,9%, para US$ 1.542,90 — aproximando-se de um máximo de 12 anos — e o paládio valorizou 0,9%, para US$ 1.261,03. Todos registam trajectória positiva na semana.
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