
Ouro Mantém-se Próximo do Mínimo de Três Semanas Face à Retoma do Diálogo Comercial EUA-China
Questões-Chave:
- Reaproximação entre EUA e China alivia receios de guerra comercial global;
- Acordo preliminar entre EUA e União Europeia trava escalada tarifária;
- Dólar em alta penaliza apelo de activos-refúgio como o ouro;
- Investidores aguardam dados macroeconómicos e decisão da Reserva Federal.
O preço do ouro manteve-se praticamente inalterado esta terça-feira, rondando o nível mais baixo das últimas três semanas, num contexto de apaziguamento das tensões comerciais globais e fortalecimento do dólar, que diminuem o apelo do metal precioso como activo-refúgio.
Às 04h01 GMT, o ouro à vista situava-se nos 3.311,33 dólares por onça, após ter atingido na sessão anterior o seu valor mais baixo desde 9 de Julho. Os futuros do ouro nos EUA fixaram-se nos 3.310,80 dólares.
“Com o ouro a negociar em torno dos 3.300 dólares ou abaixo, continua a haver interesse por parte dos compradores. Embora a dinâmica de curto prazo esteja desfavorável devido aos acordos comerciais e ao fortalecimento do dólar, as perspectivas de médio prazo continuam optimistas”, afirmou Tim Waterer, analista-chefe da KCM Trade.
A relativa estabilização nas relações comerciais entre as principais economias do mundo foi impulsionada pelas negociações realizadas na segunda-feira em Estocolmo, onde altos responsáveis económicos dos Estados Unidos e da China debateram durante mais de cinco horas formas de resolver disputas comerciais duradouras. O objectivo do encontro foi o de prorrogar por mais três meses a trégua comercial em vigor.
Em paralelo, os EUA alcançaram um entendimento com a União Europeia no domingo, ao impor tarifas de 15% à maioria dos bens europeus — metade do inicialmente previsto — evitando, assim, uma escalada tarifária que poderia afectar quase um terço do comércio global.
O índice do dólar manteve-se próximo do nível mais elevado em mais de uma semana, tornando o ouro mais caro para os compradores que utilizam outras moedas.
No radar dos investidores estão agora os dados macroeconómicos norte-americanos, incluindo indicadores de inflação e o relatório de emprego, bem como a reunião de dois dias da Reserva Federal, que tem início esta terça-feira. O mercado espera, maioritariamente, que as taxas de juro se mantenham inalteradas.
“Se os dados económicos dos EUA se revelarem mais fracos ou se as críticas do Presidente Trump à Reserva Federal resultarem numa orientação mais dovish da instituição, isso poderá beneficiar o ouro”, acrescentou Waterer.
Nos restantes mercados de metais preciosos, a prata recuava 0,2%, para 38,09 dólares por onça. O platina subia 0,6%, para 1.397,80 dólares, enquanto o paládio recuava 1,9%, para 1.223,02 dólares.
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