País reitera compromisso com economia sustentável

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Moçambique continua comprometido em assegurar cada vez mais um desenvolvimento sustentável, alicerçado numa economia regulada por políticas amigas do ambiente.

A posição foi ontem de fendida pelo vice ministro dos Transportes e Comunicações, Amílton Alissone, na abertura da primeira conferência sobre os desafios do desenvolvimento sustentável e os índices de sustentabilidade ambiental, social e de governação corporativa (ESG na sigla inglesa) em Moçambique, um evento organizado pela revista Índico.

Na ocasião, o governante referiu também que o engajamento no desenvolvimento sustentável não só deve ser assumido pelo Executivo, mas também pelos demais segmentos da sociedade.

Para a organização do evento, “ODS e os Índices ESG em Moçambique: Desafios e oportunidades para as empresas e organizações nacionais, ancora no facto de que a sete anos de 2030, mostrar-se necessárias acções integradas de várias empresas e organizações públicas e privadas, que operam desde o sector financeiro ao produtivo, no sentido de Moçambique alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável traçados pela Organização das Nações Unidas.

Segundo a organização da conferência, o cumprimento dos índices dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) – que vão desde questões de desenvolvimento económico a temas ligados ao Ambiente e Justiça Social – ainda continua aquém das expectativas, sendo que os fenómenos globais mais recentes (crise económica, Covid-19, guerras e alterações climáticas) condicionam ainda mais a capacidade dos países de solucionar as questões mais prementes, particularmente as de âmbito social.

“Moçambique tem dado passos significativos nas várias áreas cobertas pelo ODS, mas ainda existe um longo caminho para o cumprimento da máxima de “não deixar ninguém para trás”. É o que mostra a avaliação de 2022, dos 163 países avaliados, Moçambique ocupa a posição 143”, pensa a organização, que também faz saber que o evento terá dois momentos.

Referindo-se particularmente ao sector dos transportes, Amílton Alissone avançou que diversas acções vêm sendo feitas, incidindo na promoção do uso dos veículos semi-colectivos, através do incentivo aos combustíveis amigos do ambiente, como o gás veicular e electricidade ou fortalecimento do sistema de aviso prévio sobre os fenómenos meteorológicos extremos como cheias, secas e ciclones.

Garantiu que esta postura é também adaptada na pro moção do “futuro verde” do ecossistema da aviação, na redução das emissões de dióxido de carbono, entre outras iniciativas coordenadas pela Organização Internacional da Aviação Civil.

Alissone disse que alinha do às perspectivas do mundo, o país está empenhado na implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, estabelecidos na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Em Moçambique é notável o compromisso de várias empresas e organizações públicas e privadas, desde o sector financeiro ao produtivo, no sentido de promover o desenvolvimento com base num crescimento sustentável, em cumprimento dos critérios estabelecidos pela ONU, no âmbito da agenda 2030”, assinalou.

Sublinhou que o desenvolvimento sustentável deve unir questões económicas, ambientais, estabilidade social, bem como a formulação de políticas públicas.

Reconheceu, entretanto, que apesar dos avanços registados, o percurso do país ainda é longo.

A avaliação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável feita em 2022 mostrou que Moçambique ocupa a posição 143 no universo de 163 avaliados.

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