
Petróleo Em Queda Com Sinal Moderado de Trump: Mercado Reage a Nova Margem de 50 Dias Para a Rússia
Questões-Chave:
- Preços do Brent e WTI recuam após alívio nas preocupações com cortes imediatos na oferta;
- Trump estabelece prazo de 50 dias para a Rússia pôr fim à guerra na Ucrânia e evitar sanções;
- Nova ronda de tarifas ameaça travar o crescimento económico global e a procura de combustíveis;
- Goldman Sachs revê em alta a previsão de preços do crude para o segundo semestre de 2025.
O mercado internacional de petróleo recuou esta terça-feira após o Presidente norte-americano Donald Trump adoptar uma abordagem mais gradualista face às sanções contra a Rússia, ao conceder um prazo de 50 dias para o fim do conflito na Ucrânia antes da eventual aplicação de penalizações severas. A medida atenuou os receios de uma interrupção imediata na oferta global de crude.
O preço do Brent caiu 0,4%, para 68,92 dólares por barril, enquanto o crude WTI desvalorizou 0,5%, fixando-se em 66,63 dólares. Ambas as referências já haviam registado perdas superiores a um dólar na sessão anterior, reagindo a sinais mistos da política externa norte-americana.
“Uma posição mais branda de Trump sobre as sanções ao petróleo russo reduziu os receios de um choque imediato na oferta, embora o seu plano de tarifas continue a exercer pressão sobre a economia global”, afirmou Priyanka Sachdeva, analista sénior da Phillip Nova.
No entanto, analistas do ING alertam que, caso as sanções venham efectivamente a ser aplicadas, o impacto poderá ser profundo: “China, Índia e Turquia são os maiores compradores de petróleo bruto russo. Terão de ponderar entre os benefícios do crude com desconto e os custos potenciais das suas exportações para os EUA.”
A incerteza em torno da determinação norte-americana em avançar com as sanções a Moscovo está a gerar volatilidade, mas também a alimentar um sentimento de alívio temporário nos mercados energéticos. O próprio Trump anunciou uma nova ronda de tarifas de 30% sobre as importações da União Europeia e do México, a entrarem em vigor a partir de 1 de Agosto, o que aumenta os riscos de desaceleração da economia global e, por conseguinte, da procura de combustíveis.
Apesar da conjuntura instável, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) manteve uma perspectiva optimista para a procura no curto prazo. De acordo com declarações do seu secretário-geral à imprensa russa, a procura de petróleo deverá manter-se “muito forte” ao longo do terceiro trimestre.
Por seu lado, o Goldman Sachs reviu em alta a sua previsão para os preços do petróleo no segundo semestre de 2025, antecipando potenciais perturbações na oferta, uma redução das reservas nos países da OCDE e constrangimentos na produção russa.
A tensão entre expectativas políticas, riscos geopolíticos e fundamentos de mercado continua, assim, a ditar o rumo dos preços do crude, num contexto em que as decisões da Casa Branca podem ter impactos globais imediatos.
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