
Petróleo Sobe Mais de 1% Impulsionado por Riscos de Oferta e Expectativas em Torno das Negociações EUA-China
Tensões geopolíticas envolvendo Rússia e Venezuela e a decisão dos Estados Unidos de reforçar as suas reservas estratégicas animaram o mercado, travando a tendência de queda do preço do crude.
- O Brent valorizou 1,5% para 62,26 dólares por barril, enquanto o WTI subiu 1,6% para 58,16 dólares;
- As tensões entre Washington e Caracas e a suspensão da cimeira Trump-Putin reacenderam receios de perturbações no fornecimento;
- O anúncio dos Estados Unidos de compra de um milhão de barris para as reservas estratégicas deu suporte adicional aos preços;
- Apesar do excesso de oferta e da fraca procura, o risco de disrupções em regiões sensíveis continua a sustentar o mercado.
Os preços do petróleo subiram mais de 1% esta quarta-feira, apoiados por novos riscos de oferta ligados a tensões geopolíticas e pela expectativa de avanços nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, num movimento que interrompeu a tendência de queda observada no início da semana.
O Brent para entrega futura aumentou 94 cêntimos, ou 1,5%, fixando-se em 62,26 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), de referência nos Estados Unidos, avançou 92 cêntimos, ou 1,6%, para 58,16 dólares por barril, segundo dados divulgados pela Reuters.
A recuperação ocorre depois de o preço do crude ter atingido, na segunda-feira, o seu nível mais baixo dos últimos cinco meses, penalizado pela combinação de excesso de produção e redução da procura global. Contudo, o aumento das tensões em várias frentes trouxe novamente alguma sustentação ao mercado.
Entre os factores de maior peso está a suspensão da cimeira entre Donald Trump e Vladimir Putin, que reacendeu receios de instabilidade na oferta russa, e a pressão ocidental sobre as compras asiáticas de petróleo russo, o que limita as margens de comercialização.
Paralelamente, crescem as preocupações com o aumento das tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela, país-produtor com forte peso no mercado. Segundo peritos das Nações Unidas, os ataques norte-americanos a embarcações venezuelanas no mar das Caraíbas representam uma “escalada perigosa” e “execuções extrajudiciais”, num contexto em que Washington intensificou a campanha contra o alegado “narcoterrorismo” vindo de Caracas.
Ainda assim, a nota de algum optimismo veio das negociações comerciais entre Washington e Pequim, que serão retomadas esta semana na Malásia. O Presidente norte-americano afirmou esperar alcançar um “acordo justo” com Xi Jinping, com quem deverá reunir-se na próxima semana, na Coreia do Sul.
“Os comentários de Trump sobre as negociações comerciais estão a oferecer algum suporte ao mercado. O cancelamento da cimeira com Putin também ajuda a manter a confiança dos investidores”, indicaram analistas de commodities do ING Bank.
Outro elemento que contribuiu para o movimento de alta foi a decisão do Departamento de Energia dos Estados Unidos de comprar um milhão de barris de crude para as Reservas Estratégicas de Petróleo (SPR), aproveitando os preços relativamente baixos para reabastecer os seus depósitos.
Segundo a consultora XAnalysts, “apesar do sentimento globalmente pessimista, determinado pelo excesso de oferta e pela fraqueza da procura, o risco de disrupções em regiões críticas — como Rússia, Venezuela, Colômbia e Médio Oriente — impede que o preço do petróleo caia de forma sustentada abaixo dos 60 dólares por barril”.
O movimento dos últimos dias sugere que o mercado continua sensível às flutuações políticas e às decisões estratégicas de grandes produtores e consumidores, permanecendo vulnerável a mudanças súbitas no equilíbrio entre oferta e procura.
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