
Preços do Petróleo Recuam com Aumento de Inventários nos EUA e Previsão de Excedente da OPEP
O aumento das reservas norte-americanas e a revisão das projecções da OPEP para 2026 acentuam a pressão sobre os preços, num contexto de produção global em alta e procura moderada.
- Inventários de crude nos EUA aumentaram 1,3 milhões de barris na semana terminada a 7 de Novembro;
- OPEP prevê agora um ligeiro excedente de oferta em 2026, rompendo com a expectativa anterior de défice;
- Analistas consideram que a reacção do mercado foi “exagerada”, apesar da leitura mais realista do equilíbrio entre oferta e procura;
- Produção norte-americana deverá atingir recorde histórico, segundo a EIA;
- Preços do Brent e WTI caíram cerca de 4% na sessão anterior, mantendo-se próximos de 60 dólares por barril.
Os preços do petróleo voltaram a descer esta quinta-feira, prolongando as perdas da véspera, depois de dados revelarem um aumento das reservas de crude nos Estados Unidos e de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter revisto em baixa as suas projecções para o mercado de 2026, antecipando um ligeiro excedente de oferta.
O Brent para entrega em Dezembro recuou 0,1%, para 62,62 USD por barril, enquanto o WTI desceu 0,2%, para 58,38 USD, após quedas superiores a 4% na sessão anterior.
Segundo fontes do mercado, com base em dados do American Petroleum Institute (API), os inventários de crude nos EUA aumentaram 1,3 milhões de barris na semana terminada a 7 de Novembro, enquanto as reservas de gasolina e destilados diminuíram.
O relatório mensal da OPEP indicou que o fornecimento global de petróleo deverá ultrapassar ligeiramente a procura em 2026, sinalizando uma inversão face às projecções anteriores de défice. “A fraqueza recente dos preços decorre sobretudo da revisão da OPEP, que agora reconhece a possibilidade de um excesso de oferta”, observou Suvro Sarkar, do DBS Bank, sublinhando, contudo, que “a reacção do mercado parece excessiva, dado tratar-se apenas de uma leitura mais realista”.
A OPEP justificou a nova previsão com o aumento da produção por parte dos países do grupo e dos seus aliados (OPEP+), incluindo a Rússia. Para Yang An, analista da Haitong Securities, “o sinal de excedente de oferta libertou o sentimento baixista acumulado, enquanto o aumento das reservas norte-americanas adicionou pressão”.
A Administração de Informação Energética dos EUA (EIA) deverá divulgar dados oficiais de inventário ainda hoje, mas já antecipou que a produção petrolífera norte-americana atingirá um novo recorde este ano, e que as reservas globais de petróleo continuarão a crescer até 2026, à medida que a oferta aumenta mais rapidamente do que a procura.
Apesar do ambiente de incerteza, alguns analistas acreditam que o preço poderá manter-se em torno de 60 USD por barril, sustentado por potenciais perturbações temporárias nas exportações russas quando sanções adicionais entrarem em vigor.
Com o equilíbrio entre oferta e procura em transição e a confiança do mercado ainda volátil, o petróleo enfrenta um fim de ano de flutuações contidas, mas sob pressão, enquanto a OPEP e os produtores aliados ajustam estratégias perante a nova realidade energética global.
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