
Retoma do Projecto da Total, depende das negociações, afirma secretária francesa do Estado para o Desenvolvimento da Francofonia e Parcerias Internacionais, Crysoula Zacharopoulou
A retoma das actividades da petrolífera TotalEnergies para a implementação do projecto de exploração do gás natural no distrito de Palma, na província de Cabo Delgado, depende dos resultados das negociações entre esta firma e o Governo moçambicano.
Esta posição foi avançada terça-feira, 12 de Dezembro, em Pemba, pela secretária francesa do Estado para o Desenvolvimento da Francofonia e Parcerias Internacionais, Crysoula Zacharopoulou.
A fonte respondia, assim, a perguntas de jornalistas, que a questionaram se o Governo francês sabia quando é que a TotalEnergies retomaria o projecto de exploração do gás na bacia do Rovuma.
Zacharopoulou esclareceu que sendo a TotalEnergies uma empresa privada, ela pode melhor dizer quando retoma o investimento.
“Sendo tuna empresa privada, ela tem as suas estratégias de negócios e define planos do mesmo. Neste caso, a TotalEnergies vai definir o momento oportuno para o regresso e retoma das actividades. Cabe as autoridades moçambicanas apresentarem esta questão à empresa. E sendo a Total investidora importante em Moçambique, creio que o diálogo sobre estes aspecto só será entre as duas partes, defendeu Crysoula Zacharopoulou.
A governante francesa aproveitou a ocasião para elogiar Moçambique por ter conseguido, em tempo recorde, enfraquecer o terrorismo em Cabo Delgado, diferentemente de outros países que se debatem com o mesmo fenómeno.
Disse que o seu país também contribuiu para “empreitada” do enfraquecimento do terrorismo, através da ajuda prestada no treinamento das tropas. Afirmou que o avanço das tropas moçambicanas e suas congéneres da SADC e do Ruanda no combate ao terrorismo permite que as populações estejam a regressar de forma paulatina às suas zonas de origem, por isso acredita que a TotalEnergies também possa voltar e retomar as actividades de exploração do gás.
Disse que o seu país, na companhia de outros da União Europeia, está a investir em milhões de euros no treinamento e logística das tropas de Moçambique, Ruanda e da SADC, facto que, segundo suas palavras, tem contribuído para o enfraquecimento cada vez mais dos terroristas em Cabo Delgado.
“Estamos a ajudar no treinamento das tropas de reacção rápida através da missão da União Europeia, um apoio que já produz resultados, mas, como sabem, os terroristas têm a capacidade de desestabilização e de perturbação, queremos resolver o problema na raiz. Por isso, anunciámos o apoio de 10 milhões de euros em projectos de desenvolvimento”, explicou a governante francesa.
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