Sector avícola tem estado a crescer onze por cento ao ano

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  • Esforços para dinamizar a produção e produtividade no sector avícola estão a contribuir para a redução da importação de aves, esperando-se que a mesma tendência se registe em relação aos ovos de incubação a partir do próximo ano. 

Segundo o Director Nacional de Desenvolvimento Pecuário no Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural – MADER, Américo Conceição, o País importava há pouco tempo cerca de 60 por cento de ovos de incubação, cifra que baixou actualmente para 40 por cento. 

Com a eclosão do vírus de influenza no ano passado, na África do Sul, as autoridades interditaram a importação de produtos avícolas deste país, o que precipitou a sua escassez e consequentemente aumento do custo.

Como forma de minimizar a crise, foi criada uma quota extra para a aquisição de ovos de incubação da Turquia, Portugal e Brasil, facto que sufocou alguns produtores, devido aos custos de transporte. Sobre esta questão, Conceição avançou que o país espera que com o investimento do sector privado, a partir do próximo ano, se possa reduzir, igualmente, a importação de ovos de incubação.

Entretanto, alertou para a necessidade de se construir infra-estruturas resilientes às mudanças climáticas, como as chuvas e altas temperaturas, para garantir a produção avícola durante todo o ano.

Por seu turno, o chefe do Departamento de Prevenção e Controlo de Doenças no MADER, Zacarias Massicame, disse que a eclosão da gripe aviária, que afectou o país, mostrou haver necessidade de mapear as unidades de produção para facilitar o controlo da qualidade da produção.

De referir que, o país teve de abater e destruir 34.591 poedeiras importadas da África do Sul, 47.3 toneladas de ração e 7360 dúzias de ovos contaminadas pela gripe aviária.

Apesar dos desafios, o sector avícola tem estado a crescer 11 por cento ao ano e o quesito qualidade é um elemento que já não tem espaço para discussão. A informação foi partilhada em Dezembro do ano passado na Conferência do Agronegócio organizada pela Confederação das Associações Económicas – CTA. 

Outro desafio do sector avícola é a importância que se atribui ao valor nutricional dos seus produtos. No mínimo, um indivíduo devia comer um ovo por dia mas a estatística real é preocupante.

Não é só o valor nutricional dos seus produtos que concorre para o investimento na indústria avícola. Este sector é considerado como daqueles que geram muitos postos de trabalho, sejam eles directos ou indirectos. Por isso os produtores propõem a adopção de uma série de estratégias para a salvaguarda da indústria e consequentemente o bem-estar das pessoas.

“ É preciso que se crie um ambiente favorável para a avicultura que passa por medidas estruturais, criação de um plano director para o sector”.

Segundo a Associação Moçambicana da Indústria Avícola de Moçambique – AMIA, a indústria avícola consome 86.282,6 toneladas de bagaço de soja para a produção de frango no projecto engorda.

A produção do ovo, considerado o alimento mais completo em nutrientes depois do leite materno, tem crescido 14 por cento por ano.

A cama usada para a produção do frango é aplicada na agricultura e é considerada dos melhores estrumes para a produção de hortícolas e outros.

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