
Sector hoteleiro perde meio bilião de meticais devido aos protestos
As empresas hoteleiras moçambicanas e os seus prestadores de serviços já registaram perdas superiores a meio bilião de meticais, devido aos protestos pós-eleitorais convocados pelos apoiantes do candidato Presidencial Venâncio Mondlane.
De acordo com declarações de Mohammad Abdullah, Presidente do Pelouro de Turismo da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), publicadas na edição de quarta-feira do jornal independente O País, a situação tornou-se crítica. Clientes continuam a cancelar reservas, e muitos exigem o reembolso dos pagamentos feitos antecipadamente.
Impacto no setor do turismo
O turismo é um dos setores mais afectados pela instabilidade, com perdas estimadas em cerca de 500 milhões de meticais (aproximadamente 8 milhões de dólares norte-americanos, à taxa de câmbio atual). Segundo Abdullah, os hotéis investiram significativamente para receber turistas nesta época, mas, além de não obterem retorno, enfrentam agora a necessidade de reembolsar os clientes pelas reservas canceladas.
“É uma situação complicada e motivo de grande preocupação”, afirmou Abdullah. “Não sabemos quantas empresas conseguirão sobreviver a este cenário”.
Crise comparada à pandemia de Covid-19
A CTA avalia que a crise atual no setor turístico é mais grave do que a causada pela pandemia de Covid-19. Abdullah alertou que as consequências podem ser drásticas, destacando problemas como a insegurança, o medo e a falta de mobilidade.
Imagens de passageiros retidos no Aeroporto de Maputo durante os protestos, alguns forçados a dormir no chão, circularam pelo mundo, gerando um impacto negativo na imagem do país.
Desafios para recuperar a confiança
Abdullah expressou receio de que será difícil convencer potenciais turistas de que Moçambique é novamente um destino seguro, enquanto as memórias das cenas de tumultos e destruição permanecem vivas. “Os efeitos foram catastróficos para o nosso país e, particularmente, para o nosso setor de turismo”, concluiu.
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