SG da ONU apela ao fim dos US$ 7 biliões de dólares em subsídios aos combustíveis fósseis

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  • O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou ao fim dos subsídios aos combustíveis fósseis em todo o mundo, que atingiram US$ 7 biliões de dólares em 2022, de acordo com uma análise do Fundo Monetário Internacional.
  • Guterres fez fez o apelo num discurso na Cimeira da Ambição Climática na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, na quarta-feira, 20 de Setembro.
O Secretário-Geral António Guterres comenta o facto de a Rússia ter posto termo à Iniciativa do Mar Negro para o fornecimento de cereais e fertilizantes ao mercado mundial durante uma reunião do Conselho de Segurança na sede das Nações Unidas.

“A humanidade abriu as portas do inferno. O calor horrível está a ter efeitos horríveis”.

Foi o que disse António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas, no discurso de abertura da Cimeira da Ambição Climática, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, na quarta-feira, 20 de Setembro.

Durante a cimeira, António Guterres delineou um programa a que chama “Agenda de Aceleração” para colmatar a lacuna entre o que está a acontecer actualmente para lidar com as alterações climáticas e o que ele acredita que precisa de acontecer – incluindo o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis em todo o mundo, que ultrapassaram os US$ 7 biliões de dólares em 2022, de acordo com uma análise do Fundo Monetário Internacional.

A queima de combustíveis fósseis liberta gases com efeito de estufa para a atmosfera, o que é um dos principais factores das alterações climáticas.

“Temos de recuperar o tempo perdido com o arrastar de pés, o braço de ferro e a ganância nua e crua de interesses entrincheirados que arrecadam milhares de milhões com os combustíveis fósseis”, afirmou Guterres.

Globalmente, tem havido uma quantidade sem precedentes de investimento em fontes de energia limpa, o que é encorajador, “mas estamos décadas atrasados”, disse Guterres, apelando aos países desenvolvidos para que atinjam emissões líquidas nulas o mais próximo possível de 2040 e, para as economias emergentes, de 2050.

Mais especificamente, Guterres disse que os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) precisam de ter planos para deixar de queimar carvão até 2030 e o resto do mundo precisa de deixar de queimar carvão até 2040.

“Se nada mudar, estamos a caminhar para um aumento de temperatura de 2,8 graus – para um mundo perigoso e instável”, disse Guterres, referindo-se aos 2,8 graus Celsius, ou mais de 5 graus Fahrenheit.

Guterres apelou também à fixação de um preço para o carbono e para que as empresas e as instituições financeiras cumpram os compromissos assumidos em matéria de clima.

“O futuro não está definido”, afirmou. “Cabe a líderes como vós escrever. Ainda podemos limitar o aumento da temperatura global a 1,5 graus. Ainda podemos construir um mundo de ar puro, empregos verdes e energia limpa e acessível para todos.”

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