
Taxa de juro mantém-se inalterada
– CPMO reconhece limitado espaço da política monetária e reitera pertinência do aprofundamento de reformas estruturantes
O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária – taxa MIMO, em 13,25%, anunciou em comunicado.
“A decisão é fundamentada pelo agravamento dos riscos e incertezas, não obstante a revisão em baixa das perspectivas de inflação no curto e médio prazo, a reflectir, sobretudo, a recente apreciação do Metical”.
O CPMO decidiu, igualmente, manter as taxas de juro da Facilidade Permanente de Depósito (FPD) em 10,25% e da Facilidade Permanente de Cedência (FPC) em 16,25%, bem como os coeficientes de Reservas Obrigatórias (RO) para os passivos em moeda nacional e em moeda estrangeira em 11,50% e 34,50%, respectivamente.
Relativamente as perspectivas de médio e curto prazo, o CPMO indica que, apesar do agravamento dos riscos e incertezas, as previsões apontam para uma menor aceleração da inflação e uma recuperação mais lenta da economia ao longo do ano em curso, sustentada pela fraca procura interna, conjugada com a suspensão do projecto de exploração do gás pela Total.
“Assim, perante o limitado espaço da política monetária e do Orçamento do Estado, mantém-se a pertinência do aprofundamento de reformas estruturantes na economia, com vista ao fortalecimento das instituições, melhoria do ambiente de negócios, atracção de investimentos e criação de emprego”, lê-se no documento.
A autoridade monetária nacional assegura que o mercado cambial doméstico continua com níveis adequados de divisas – cerca de USD 3.987 milhões, montante suficiente para cobrir mais de 6 meses de importações de bens e serviços. No que diz respeito as finanças públicas, a fonte alerta para um agravamento do endividamento público, sendo que, desde finais de Março, a dívida pública interna, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, aumentou ligeiramente em 310 milhões para 205,5 mil milhões de meticais.
O CPMO aponta, igualmente, para um agravamento dos riscos e incertezas, destacando, na conjuntura doméstica, a intensificação da instabilidade militar na zona norte do país e a volatilidade da taxa de câmbio. Neste contexto, “ O CPMO continuará a monitorar a envolvente macroeconómica doméstica e internacional, bem assim os riscos prevalecentes, e não hesitará em tomar medidas correctivas necessárias”, assevera.
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