
Transnet dá sinais de estar a reerguer-se, mas enfrenta desafios contínuos na recuperação
A Transnet, empresa estatal responsável pelos serviços ferroviários e portuários na África do Sul, está a fazer progressos significativos um ano após a implementação de uma estratégia de recuperação lançada em Outubro de 2023. No entanto, a empresa continua a ser afectada por uma série de desafios financeiros, operacionais e externos, que incluem restrições financeiras, envelhecimento das infraestruturas e questões jurídicas, que ainda travam o seu desenvolvimento pleno.
A má gestão, roubo e vandalismo foram responsáveis por um declínio significativo nos serviços da Transnet nos últimos anos, prejudicando fortemente a economia sul-africana, com prejuízos estimados em mais de 400 mil milhões de rands em 2022. Em resposta, a empresa adoptou um plano de recuperação de 18 meses, incluindo a substituição do seu director executivo e uma reestruturação no conselho de administração.
Até agora, a Transnet destacou melhorias operacionais e colaborações estratégicas com o sector privado como alguns dos resultados mais visíveis. A restauração de locomotivas e o envolvimento de Fabricantes de Equipamento Original (OEM) são considerados marcos importantes no aumento da capacidade operacional. A empresa também conseguiu estabilizar financeiramente algumas das suas operações ao implementar medidas de corte de custos e melhorar a cobrança de receitas.
Contudo, apesar destes êxitos, a Transnet reconhece que o percurso está longe de estar concluído. A empresa enfrenta graves constrangimentos financeiros, exacerbados por um elevado serviço da dívida, estimado em mil milhões de rands por mês em juros. A incapacidade de gerar receitas suficientes através do transporte de carga e de outros serviços tem dificultado os investimentos em infraestruturas críticas e a modernização dos seus activos. Segundo a CEO Michelle Phillips, o endividamento da empresa atingiu 138 mil milhões de rands no ano fiscal até março de 2024.
Os problemas operacionais da Transnet, como o roubo de cabos, vandalismo e o envelhecimento das infraestruturas, têm agravado os seus desafios, contribuindo para a redução da eficiência e limitando a capacidade de atender à procura da indústria nos principais mercados de exportação. Além disso, o contexto macroeconómico mais amplo, como a inflação global e o fraco crescimento económico, bem como desastres naturais, como as inundações em KwaZulu-Natal, têm dificultado ainda mais a recuperação da empresa.
A Transnet reitera que continua a trabalhar em colaborações com o sector privado e a procurar investimentos que possam financiar a modernização das suas infraestruturas. No entanto, a empresa reconhece que o sucesso a longo prazo depende da “execução consistente” do seu plano estratégico e da “capacidade de adaptação” às condições de mercado em constante mudança.
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