
Triland reforça aliança estratégica entre Moçambique, eSwatini e África do Sul para impulsionar o turismo integrado
Workshop de engajamento público-privado destaca oportunidades, experiências e laços históricos entre os três países, promovendo um corredor turístico sustentável e culturalmente enraizado
Destaques:
- Triland visa consolidar um corredor turístico entre Moçambique, Mpumalanga (África do Sul) e eSwatini
- Workshop reuniu autoridades do turismo, operadores e empresários para debater acções práticas de cooperação
- Experiências culturais, gastronomia, património comum e hospitalidade moçambicana foram destacados como activos turísticos regionais
- Iniciativa quer transformar laços históricos e culturais em oportunidades económicas e integração turística
- Cooperação, mobilidade, promoção conjunta e digitalização estão entre as prioridades futuras
Moçambique acolheu o Workshop de Engajamento Público-Privado da Triland, uma iniciativa que visa consolidar a cooperação regional no sector do turismo entre Moçambique, a província sul-africana de Mpumalanga e o Reino de eSwatini. O encontro juntou operadores turísticos, representantes institucionais e actores económicos dos três países para promover um corredor turístico integrado, sustentável e com identidade partilhada.
Uma plataforma estratégica com base cultural e económica
O projecto Triland surge como resposta à necessidade de reforçar a integração económica e cultural da região através do turismo. Ancorado numa história comum e em fortes ligações populacionais, o corredor Triland procura não só promover os destinos naturais e culturais de cada país, mas também criar oportunidades concretas de negócios e intercâmbios entre os sectores públicos e privados.
A iniciativa destaca o turismo como alavanca para o desenvolvimento económico inclusivo, com efeitos multiplicadores na criação de emprego, na dinamização de pequenas empresas e na valorização do património.
Testemunhos que reforçam a visão conjunta
Mtwanano Mtungwa, Director-Geral do Turismo de Mpumalanga, mostrou-se entusiasmado com a experiência em Moçambique e destacou o valor das parcerias:
“Trouxemos operadores e jornalistas sul-africanos para viverem a experiência de Moçambique. Descobrimos aqui o que não temos: ilhas, desportos náuticos, diversidade cultural. Saímos daqui convencidos do enorme potencial de cooperação turística com Moçambique.”
Mtungwa sublinhou ainda o interesse em fortalecer os laços culturais e académicos, inclusive com o ensino da língua portuguesa na sua região, como estratégia para facilitar negócios, turismo e intercâmbio cultural.
Vusie Norman Dlamini, Director-Geral do Turismo de eSwatini, partilhou o entusiasmo e sublinhou a hospitalidade moçambicana:
“O mar e a diversidade cultural de Moçambique são activos únicos. Temos histórias comuns, até durante o período da guerra, quando muitos moçambicanos estiveram connosco. Queremos documentar e valorizar esses laços no âmbito do Triland.”
Dlamini apontou a criação de roteiros históricos e culturais que liguem as três nações como uma oportunidade de valorizar a memória comum e enriquecer a experiência turística.
Uma visão comum para o futuro
O Workshop da Triland não se limitou à troca de experiências. Apontou caminhos concretos para fortalecer a colaboração regional: promoção turística conjunta, facilitação de vistos e transportes, formação profissional e digitalização dos serviços turísticos.
Moçambique surge neste contexto não apenas como um destino com activos diferenciadores, mas também como um catalisador de uma nova diplomacia económica baseada no turismo cultural e comunitário.
A próxima etapa será a realização de acções conjuntas durante a Fikani Tourism Expo, onde se espera o reforço da presença de empresários e operadores de Mpumalanga e eSwatini em solo moçambicano.
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