• O Quénia terá acesso imediato a US$ 682 milhões de dólares ao abrigo do pacote
  • O plano eleva o apoio total para US$ 4,4 mil milhões de dólares e carece da aprovação do Conselho de Administração do FMI

O Fundo Monetário Internacional vai aumentar o seu financiamento ao Quénia em 938 milhões de dólares para reforçar as reservas do país da África Oriental antes do reembolso de uma euro-obrigação em Junho.

O financiamento, que ainda requer a aprovação do conselho de administração do FMI, fará com que o credor sediado em Washington conceda ao Quénia acesso imediato a cerca de 682 milhões de dólares, informou o fundo num comunicado na quinta-feira, 16 de Novembro.

“O sólido programa de reformas das autoridades visa melhorar substancialmente o quadro político e restaurar a confiança para garantir o acesso ao mercado global de obrigações”

afirmou Haimanot Teferra, que chefiou a equipa do FMI no Quénia

 “A implementação firme de um pacote de políticas que se reforçam mutuamente continua a ser a chave para sustentar a estabilidade macroeconómica”, afirmou.

O dinheiro ajudará o governo a fazer face à precariedade das suas finanças públicas, incluindo o reembolso de uma euro-obrigação de US$ 2 mil milhões de dólares que vence em Junho, ao mesmo tempo que apoia o xelim. Espera-se que o Conselho de Administração do FMI analise o acordo para aprovação em Janeiro.

A obrigação de 2024 tem sido um ponto fulcral para os investidores preocupados com o peso da dívida do país, que enfrenta facturas elevadas de importação de energia e alimentos, com divisas limitadas para financiar os défices. O Presidente William Ruto planeia um reembolso antecipado de US$ 300 milhões de dólares em Dezembro.

O país da África Oriental tem-se mostrado relutante em considerar o refinanciamento da dívida nos mercados de capitais devido ao actual nível elevado das taxas de juro. Numa entrevista à Bloomberg no mês passado, o Secretário do Tesouro, Njuguna Ndung’u, afirmou que o Quénia está a ponderar a possibilidade de contrair empréstimos junto de mutuantes multilaterais e bilaterais para ajudar a reembolsar a euro-obrigação.

Em Maio, o FMI concordou em aumentar o seu pacote de financiamento ao Quénia em 45%, para US$ 3,5 mil milhões de dólares, e prolongar a duração do programa de 38 meses em 10 meses, até Abril de 2025. O último acordo eleva o apoio total para cerca de US$ 4,43 mil milhões de dólares.