476.000 micro-empreendedoras alcançadas pela “Women In Business”

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Women In Business (WIN) um programa lançado em 2019 com o objectivo de criar oportunidades para as micro-empreendedoras aumentarem o seu rendimento, e ao mesmo tempo, oportunidades para as empresas aumentarem o seu alcance e lucro, contribuiu para o aumento de rendimento de mais de 28, 000 mulheres, e alcançou cerca de 476,000 micro-empreendedoras, resultados conseguintes mediante o aumento do acesso a informação de gestão de negócios, educação financeira e género.

Para além deste balanço, a WIN, reclama ter inspirado cerca de 62, 000 mulheres a adoptar boas práticas de negócios.

 

“Este programa da Women In Business é financiado pela embaixada da Suécia e implementado pela TechnoServe. Então WIN tem o foco de empoderar mulheres de baixa renda através do empreendedorismo e, é feito através de parcerias com o sector privado ou público”, disse Sarah Bove, Directora do programa Women In Business.

A WIN não trabalha de forma directa com as empreendedoras, mas ajuda as empresas de vários sectores de mercado a servir da melhor forma as mulheres de baixa renda para que haja um ganho mútuo.

“Nós trabalhamos em cinco áreas que são importantes para o desenvolvimento dos negócios das mulheres, uma destas áreas é o sector financeiro. Queremos partilhar conhecimento sobre como as empresas do sector financeiros podem beneficiar-se servindo mulheres de baixa renda. Temos modelos diferentes por exemplo com o Moza Banco que estamos a fazer um estudo de mercado para perceber porque mulheres nas zonas rurais não usam serviços bancários e depois usamos os resultados para informar uma campanha de literacia financeira que eles estão a fazer nas zonas rurais nas línguas locais, por tanto,com base nos resultados e na pesquisa que fizemos isso vai melhorar a campanha de literacia financeira para encorajar mais mulheres a aumentar o uso de serviços bancários. Trabalhamos também com o M-Pesa com o produto Xitique, fizemos um a pesquisa no mercado para perceber como e que eles podem melhorar a funcionalidade do produto tendo em conta utentes micro empreendedoras de baixa renda para tornar este serviço melhor para as empreendedoras”, revelou Bove.

Por sua vez Deyse Correia, Chefe Executiva de Marketing e Comunicação da Vodacom Mocambique,revelou  que das seis milhões de pessoas usam o M-Pesa por mês,  42% são mulheres, mas não são elas que detêm o registo neste serviço.

“O número que nós temos de mulheres registadas é de 42%. Nós não temos necessariamente um serviço de poupança, mas temos um serviço que o M-Pesa usa como forma dos clientes guardarem dinheiro e depois usarem para a realização dos seus sonhos, as mulheres são as que usam com mais regularidade este serviço, o que posso dizer é que nós temos, em termos de contribuição regular aproximadamente 40% mulheres, e t em termos de usuários temos aproximadamente entre 45% a 50% das pessoas que usam o Xitique, neste caso são mulheres”, disse Deyse Correia.