FMI apela a “mais” regulação criptográfica e acrescenta que a proibição deve ser uma opção

A Directora-Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) Kristalina Georgieva defende que o cripto precisa de “mais regulamentação”. Ela é poeremptoria: “Não devemos retirar da mesa a proibição desses activos”, se a regulamentação falhar ou for demasiado lenta para ser implementada.

A Directora-Geral do FMI, Kristalina Georgieva, falou sobre a regulação criptográfica, passado sábado,  ] à margem das reuniões dos ministros das finanças e governadores dos bancos centrais do G20 .

Para ela, tem de haver mais regulamentação.

Na ocasião,  chefe do FMI disse ainda que,para além da reestruturação da dívida, a regulação das moedas criptográficas é uma área prioritária.

Georgieva explicou que o FMI, o Financial Stability Board (FSB), e o Bank for International Settlements (BIS) estão empenhados em estabelecer uma base para a regulamentação das moedas criptográficas que não são emitidas por governos ou bancos centrais. “Temos de diferenciar entre as moedas digitais do banco central [CBDC] que são apoiadas pelo Estado e as moedas estáveis, e os activos criptográficos que são emitidos a título privado”, sublinhou.

“Tem de haver um impulso muito forte para a regulamentação”, salientou o chefe do FMI, observando:

“Se a regulamentação falhar, se for lento a fazê-lo, então não devemos retirar da mesa a proibição desses activos, porque podem criar risco de estabilidade financeira”.

O Conselho de Administração do FMI forneceu esta semana orientações para ajudar os países a desenvolverem políticas criptográficas eficazes. Enquanto a maioria dos membros do Conselho de Administração concordam que “proibições rigorosas não são a primeira melhor opção, mas que restrições específicas poderiam ser aplicadas”, alguns entendem que “proibições directas não deveriam ser descartadas”.

Além disso, a direcção aconselhou: “Os activos criptográficos não devem receber moeda oficial ou estatuto de curso legal a fim de salvaguardar a soberania e estabilidade monetária”. Georgieva disse de forma semelhante no sábado:

“Os bens criptográficos não são nada, não podem ser aceites como moeda de curso legal”.