
Director-Geral da TotalEnergies em Moçambique, Maxime Rebilloud
O Director-Geral da TotalEnergies em Moçambique, Maxime Rebilloud, garantiu ontem, em Pemba, que o projecto da Fundação da companhia é um compromisso de longo prazo a ser desenvolvido com estreita colaboração com o Governo dentro do quadro estabelecido pelo Programa de Resiliência e Desenvolvimento Integrado do Norte de Moçambique (PREDIM) e Agência do Desenvolvimento Integrado Norte (ADIN).
O gestor da TotalEnergies em Moçambique falava na capital provincial de Cabo Delgado, na conferência da indústria e energia, evento que decorre desde ontem e que junta alguns membros do Governo Central e provincial, homens de negócios e representantes das organizações da sociedade civil à busca de soluções conjuntas para dinamizar o desenvolvimento socioeconómico da província, tendo como base a exploração sustentável dos recursos minerais e energéticos.
O Director da TotalEnergies exemplificou apontando que muito recentemente a companhia apoiou a reabilitação de uma estrada em Palma, acção que, no seu entender, não teria sido possível sem a liderança do governo provincial.
“Significa que as acções são realizadas cm coordenação com o Governo. Há acções que estão a ser realizadas no sector da Agricultura que também não teriam êxito sem a coordenação com a Secretaria do Estado. O propósito da fundação é mesmo trabalhar dentro das perspectivas do Governo juntamente com outras organizações ligadas ao desenvolvimento”, referiu Reilloud.
Acrescentou que o que se pretende é trabalhar de forma inclusiva, envolvendo outros parceiros, como o Banco Mundial, as Nações Unidas e as organizações da sociedade civil para que os projectos sejam abrangentes.
Refira-se que a ideia da criação de uma Fundação da TotalEnergies para apoiar projectos na região Norte segue as recomendações de Christophe Rufin, consultor contratado pela companhia petrolífera francesa para avaliar a situação humanitária e depois decidir se pode retomar as obras de construção de uma petroquímica em Afungi, interrompida em 2021, após um ataque de terroristas nas proximidades.
A avaliação feita por Rufin prevê a “necessidade de antecipar a evolução no caso de o estado de ‘força maior’ ser levantado”, o que tomará “mais do que provável que a região de Palma Afungi venha a registar um fluxo massivo de pessoas”.
O estado de “força maior” foi invocado pela TotalEnergies para suspender a construção do complexo industrial de liquefacção de gás natural e ainda não se sabe quando será levantado, apesar de diferentes trabalhos de construção civil decorrerem na área.