
Feijões produzidos em Moçambique continuarão a ter acesso preferencial ao mercado da Índia livre de quotas até 2026, ao abrigo de um entendimento alcançado entre os governos dos dois países.
Acredita-se que este alargamento do acordo poderão contribuir, em grande medida, para estimular a produção e produtividade do sector agrário e, por via disso, aumentar a renda da população.
Silvino Moreno, ministro da Indústria e Comércio, que confirmou a informação, explicou que o entendimento insere-se no quadro da cooperação económica existente entre os dois países, que abrange vários sectores de actividade.
Em 2020 o Governo indiano anunciou a isenção de taxas (excluindo impostos), através de uma preferência comercial para a exportação de quase todos os produtos moçambicanos para aquele mercado.
Um ano depois, em 2021, as partes renovaram o acordo para a exportação para Índia de um milhão de toneladas de feijão bóer por um período de cinco anos,
Esta preferência comercial faz parte das medidas adoptadas pelo Governo indiano como forma de criar mais oportunidades de negócios em Moçambique nos próximos tempos.
Segundo Silvino Moreno, a presença crescente, em Moçambique, de empresas de grande dimensão da Índia na área dos recursos minerais, indústria farmacêutica e hospitalar pontifica à dimensão político-estratégica das relações bilaterais entre os Estados, que se tem traduzido em acções conjuntas de desenvolvimento com foco em sectores prioritários com impacto na melhoria das condições de vida dos dois povos.
“A capacidade competitiva, empreendedora e diversificada que a Índia dispõe a nível de capital, tecnologia, experiência e parceria faz deste país parceiro privilegiado de Moçambique”, disse o ministro.
Moreno prestou esta informação, em Maputo, durante a Feira e Exposição de Negócios e Investimentos Moçambique¬-Índia, organizada pelo Conselho Indiano de Negócios, tendo como patrono o Alto-Comissariado do país asiático em Moçambique.
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