
Produtores nacionais de açúcar, querem aproveitar crise no Malawi
Produtores nacionais de açúcar estão interessados em aproveitar a oportunidade criada pelo Governo do Malawi, nomeadamente, a permissão da entrada do produto de outros países como Moçambique, avança o diário “Noticias, citando fonte da Associação de Produtores de Açúcar de Moçambique (APAMO).
A liberalização surge numa altura em que a indústria local do açúcar viu reduzida a sua produção como resultado do aumento de impostos na cadeia de produção, um acto associado as mudanças climáticas.
Para o efeito, o Ministério da Indústria e Comércio do Malawi emitiu vinte licenças a favor de empresas locais para importarem açúcar de Moçambique, Zimbabwe, África do Sul e Brasil.
É neste quadro que o Director Executivo da Associação de Produtores de Açúcar de Moçambique (APAMO), Orlando da Conceição, assegurou ao “Notícias” estar-se perante uma oportunidade passível de aproveitamento pelas empresas moçambicanas.
“Somos produtores excedentários, isto é, produzimos para o mercado interno e sobra açúcar para a exportação. Penso que tudo é uma questão comercial que vai depender do preço que o Malawi oferece. Contudo, não deixa de ser uma oportunidade por se aproveitar”, avançou a fonte. Apesar de ainda não haver estimativas sobre o volume de produção esperado para o corrente ano, garantiu uma resposta satisfatória às necessidades do mercado nacional e de exportação, incluindo para Malawi.
Explicou que o país tem experiência de exportação para alguns países da Europa, Esta dos Unidos da América, África do Sul e Médio Oriente.
Sobre a possibilidade de exportar para mais países na região, Orlando da Conceição disse haver interesse da indústria nacional, mas contextualizou, que para além dos acordos bilaterais ao nível da região, as exportações são reguladas pelo Comité Técnico do Açúcar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
“Existem cotas de açúcar que são atribuídas a cada um dos países, no âmbito do protocolo comercial. Então, todo o comércio do açúcar é regula- mentado e supervisionado por este comité”, finalizou.
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