
Zâmbia procura importações de energia para o seu sector mineiro que é chave para a sua economia
- Energia vinda de Moçambique uma das soluções
A Zesco, empresa pública de electricidade da Zâmbia, disse na segunda-feira, 22 de Abril, que está a tentar importar energia para evitar um défice energético que poderá afectar a produção do segundo maior produtor de cobre de África.
O país da África Austral produz 86% da sua electricidade a partir de centrais hidroeléctricas. A produção de energia foi afectada por uma grave seca induzida pelo El Nino – um fenómeno meteorológico resultante do aquecimento anormal das águas do Pacífico oriental, que aumenta as temperaturas a nível mundial.
Em consequência, a Zâmbia prevê um défice de produção de electricidade de 700 megawatts este ano, declarou a Zesco num comunicado.
“Estamos a negociar importações adicionais de electricidade que serão estrategicamente atribuídas a sectores cruciais, incluindo a exploração mineira, a agricultura e a indústria transformadora, para apoiar a estabilidade e o crescimento económico”, afirmou a Zesco. A empresa não deu pormenores sobre a quantidade de energia que pretende importar.
Na semana passada, a Zesco avisou as empresas mineiras de que poderia haver flutuações no fornecimento de energia devido à redução da capacidade de produção, o que suscitou preocupações quanto à produção de cobre do país.
A produção de cobre da Zâmbia diminuiu para cerca de 698 000 toneladas em 2023, contra 763 000 toneladas no ano anterior, de acordo com a câmara mineira do país.
O risco potencial para a produção de cobre da Zâmbia surge numa altura em que o mercado já está preocupado com a escassez da oferta global que limita a produção refinada do metal, que é utilizado nas indústrias da energia e da construção.
Nesse contexto a Zambia tem estado a olhar para as ofertas regionais disponíveis, nas quais as soluções vindas de Mocambique se mostram relevantes , razão pela qual tratou já de assegurar um incremento do fornecimento que e feito pela Electricidade de Moçambique (EDM), estando prevista que, a médio prazo seja implantada uma Linha de interligação a 400kV, entre Moçambique e a Zâmbia
Antes disso, porem, a EDM e a sua congénere da Zâmbia, a ZESCO Limited, alargaram o âmbito do Contrato de Compra e Venda de Energia Eléctrica, formalizado por uma Emenda ao Contrato já existente, visando a extensão da sua validade e revisão dos termos comerciais, nomeadamente, o preço e volumes energia eléctrica, que passam de 50 para 90 Megawatts (MW) firmes, validos para as horas de vazio.
“Não só pretendemos transacionar mais volumes de energia eléctrica, mas também estabelecer parcerias no sector, bem como gerar confiança necessária para melhorar as trocas comerciais”, explicou o PCA da EDM, na ocasião, para depois reafirmar que a Empresa está em prontidão para suprir o défice de energia eléctrica que a Zâmbia vive neste momento, em virtude da estiagem que afecta as suas barragens hidroeléctricas e, por conseguinte, a capacidade de geração de energia.
Refira-se que, “a Interligação Moçambique-Zâmbia vai permitir a evacuação rápida de cerca 2.000MW de energia eléctrica para o mercado regional, a partir de 2030, beneficiando, no caso concreto, à Zâmbia, onde a procura por energia eléctrica está a aumentar de forma exponencial, especialmente no sector mineiro”, afirmou o PCA da EDM, momento após rubricar os entendimentos com a Zesco.
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