
Fórum de Negócios Moçambique-Quénia destapa oportunidades investimento de comércio bilateral
O fórum lançou o comité conjunto de Comércio e Investimentos, Moçambique-Quénia, plataforma que vai dinamizar e proceder o acompanhamento da cooperação económica, comercial e de investimentos, bem assim, questões de facilitação do comércio.
O evento decorreu sob o lema “Desbloquear o potencial de comércio e investimento entre Moçambique e Quénia através do aprofundamento da cooperação mútua”, realizou-se como parte do programa da visita de Estado, de três dias, que o Presidente queniano efectuou a Moçambique, a convite do seu homólogo Filipe Jacinto Nyusi
Concretamente, o fórum, realizou-se com o objectivo apresentar e discutir o ambiente de negócios e as oportunidades de investimentos e comércio bilateral existentes os dois países.
Moçambique apresentou-se com o seu enorme potencial de diversos recursos por explorar associados à sua posição geoestratégica na região da SADC, facto comumente considerado como que conferindo vantagens comparativas e competitivas.
No prisma transacional, Moçambique apresentou-se como beneficiário de acesso preferencial a vários mercados, com destaque para a região da SADC, Zona de Comércio Livre Continental Africana, AGOA, UE, e vários países asiáticos.
Na dinâmica interna, o Programa Nacional Industrializar Moçambique, PRONAI, foi apresentado como proporcionador de inúmeras oportunidades de transformação de matéria-prima proveniente dos sectores de agricultura e pescas e da exploração de diversos recursos minerais, facilitando assim a expansão e internacionalização das empresas baseadas no país.

Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno
“O Governo de Moçambique pretende transformar todo o potencial existente em oportunidades concretas e desta forma estimular as trocas comerciais e o investimento privado entre os nossos dois países e garantir que num futuro muito próximo se estabeleçam parcerias entre os nossos empresários para o aproveitamento do vasto mercado continental africano”, disse o Ministro da Industria e Comércio, Silvino Moreno, intervindo no evento.
“Nesta perspectiva, reafirmamos a nossa abertura ao Investimento Directo Estrangeiro do Quénia, capaz de contribuir para o crescimento e diversificação da economia nacional e suas exportações de produtos acabados”, acrescentou.
Ao longo dos últimos cinco anos o Investimento Directo Privado queniano, totalizou US$ 76.981.319,00 direccionado para a indústria, agricultura e agro-indústria, serviços, transportes e comunicações, turismo e hotelaria.
Mas o Governo moçambicano quer ver o número crescer exponencialmente, e nesse aspecto afirma estar “ciente da capacidade empresarial e inovadora dos empresários quenianos”
Com efeito, o empresariado queniano foi convidado a se focar em projectos virados para o aumento e diversificação da base produtiva do país e suas exportações, desenvolvimento industrial integrado tendo como base o PRONAI, através da operacionalização dos centros de consolidação e agro-processamento, vilas industriais, capazes de assegurarem a substituição de importações, revitalização dos sectores do vestuário, têxtil e calçado, metalo-mecânica, química, borracha, plásticos e fortificação de alimentos que oferecem inúmeras oportunidades,
O governo deseja efectivamente que os empresários quenianos sejam parceiros âncora na implementação de projectos nessas áreas, mas também no desenvolvimento das PME e Conteúdo Local: Financiamento alternativo e bonificado, incubação de micro empresas, participação das MPME’s nas cadeias de valor dos investimentos do Quénia em Moçambique, empreendedorismo, MPME’s, certificação em qualidade, digitalização do comércio e parceria empresarial, desenvolvimento de cadeias de valor agrícolas e comercialização de feijões, tabaco, amendoim, trigo, macadâmia, castanha de caju, algodão, hortícolas, banana, batata-reno, mandioca, batata – doce, paprica, gergelim, açúcar, hortícolas, mercados abastecedores e logística agrícola.
Para o Ministro da Indústria e Comércio, o Fórum foi apenas um ponto de partida para um processo que implicará a troca de mais informações e ideias, entre as comunidades empresariais dos dois países, mas também ao nível das instituições publicas relevantes.
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