Triton já detém duas concessões de grafite

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A Governo acaba de atribuir à Triton Minerals (TON) uma nova concessão mineira de 25 anos para um projecto de exploração de grafite na província de Cabo Delgado, segundo informação enviada ao mercado pela companhia australiana, avança a Agencia de Informação de Moçambique (AIM).

 Denominada “Cobra Plains”, a nova área conta com recursos minerais estimados em 103 milhões de toneladas a um grau médio de 5,2% de concentração do grafite total (TGC), contendo 5,7 milhões de toneladas de carbono grafítico.

Com esta atribuição, a TON passou a deter “dois projectos de grafite de classe mundial” em Moçambique.

Na mesma informação, segundo a fonte, a empresa confirma que a licença que detinha na exploração de Nicanda Hill, na mesma província, “foi reservada” para concurso público, por decisão do Governo. “Isto não obstante os melhores esforços da companhia para renovar a licença de Nicanda Hill. A Triton, através dos seus conselheiros em Moçambique, apelou ao ministro dos Recursos Minerais e Energia e outras autoridades relevantes. A Triton está envidando todos os esforços para obter a renovação da licença Nicanda Hill”, lê-se na informação aos investidores, citada pela Lusa.

Nesta informação, a TON confirma que o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, atribuiu à empresa de mineração a concessão mineira de 25 anos do projecto “Cobra Plains”, localizada em Cabo Delgado, a 10 quilómetros da mina de grafite de Balama, operada pela companhia mineira Syrah, uma das principais a nível mundial, e a 230 quilómetros por estradas pavimentadas até ao porto costeiro de Pemba, no oceano Índico.

“Significa que a Triton detém agora dois recursos de grafite globalmente significativos com uma mistura diversidade de tamanhos de flocos, que podem ser usados numa série de aplicações, desde baterias a grafite expansível para materiais de construção”, afirma o director-executivo da TON, Andrew Frazer, citado na informação enviada aos investidores. A atribuição desta concessão mineira, afirma ainda, “é uma prova do trabalho árduo contínuo” da empresa e das actividades de desenvolvimento em Moçambique. “Acrescenta ainda mais escala ao nosso portfólio de projectos de grafite no país e à proposta de valor à medida que continuamos com as nossas discussões de financiamento em curso para o projecto de grafite de Ancuabe”, avançou ainda Andrew Frazer.

A mina de Ancuabe, igualmente em Cabo Delgado, é apresentada pela TON como a principal da empresa, que assinou em 2019 um memorando de entendimento com os chineses da Qingdao Jinhui Grafite, para o processamento do minério, para a sua viabilização, O Conselho de Administração da Triton aprovou em Junho de 2018 o investimento em Ancuabe, esperando que a nova mina entre em funcionamento este ano para produzir 60.000 toneladas anuais de concentrado de grafite, ao longo de 27 anos. A procura por grafite está em alta a nível mundial por ser um componente usado em baterias, numa altura em que o mercado de automóveis movidos a electricidade e outros produtos eléctricos, como as aeronaves autónomas (drones), continua em expansão.

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