África do Sul: Transnet, em dificuldades, procura apoio para a sua recuperação

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  • O colapso da empresa custou à economia pelo menos 26,7 mil milhões de dólares desde 2010
  • A Transnet está a recrutar novos director executivo e director financeiro

A empresa estatal sul-africana de transporte ferroviário de mercadorias e portos identificou áreas que requerem apoio imediato do Estado num plano de recuperação que está a ser apresentado ao Governo.

O Conselho de Administração da Transnet SOC Ltd. aponta reunir-se esta semana com o Ministério das Empresas Públicas e com o Ministério das Finanças para discutir o plano, segundo um comunicado da Empresa posto a circular no sábado, 16/10. Uma vez aprovado pelo departamento do Ministro das Empresas Públicas, Pravin Gordhan, o plano será discutido com sindicatos, empregados, clientes e credores, disse a empresa.

Na semana passada, foi apresentado à Presidência da República um plano que define formas de inverter o colapso da Transnet, que custou à economia mais industrializada de África 26,7 mil milhões de dólares desde 2010. Os volumes de minério de ferro e carvão transportados através da rede ferroviária de mercadorias da empresa para exportação diminuíram devido a problemas como vandalismo, locomotivas inactivas e roubo de cabos.

O governo iniciou conversações com o Banco Mundial para obter um empréstimo de mil milhões de dólares para melhorar a infra-estrutura ferroviária da Transnet e apoiar a unidade de transmissão da empresa estatal de electricidade Eskom Holdings, informou, por sua vez, o jornal Business Day, de Joanesburgo, em 13 de Outubro.

O plano de recuperação da Transnet estabelece iniciativas operacionais e financeiras que devem ser implementadas nos próximos seis, 12 e 18 meses para estabilizar o negócio, de acordo com o comunicado. A Transnet deu prioridade ao preenchimento de três cargos executivos, na sequência das demissões do seu director executivo e do chefe da sua divisão de transporte ferroviário de mercadorias no início deste mês. O antigo Presidente Popo Molefe também abandonou o Conselho de Administração na semana passada.

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