
Mercado de gás natural veicular ainda continua incipiente
Nos últimos anos, o parque automóvel moçambicano cresceu numa proporção geométrica. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2017, o parque automóvel compreendia cerca de 735.954 mil viaturas enquanto que em 2016 foi de 698.814 mil representando um crescimento em cerca de 5,31%.
Entretanto, o número de carros convertidos não cresceu na mesma proporcionalidade sendo que actualmente o país conta com apenas três mil viaturas convertidas para o sistema a gás natural, representando ainda uma pequena percentagem de veículos.
A frota moçambicana de veículos movidos a gás natural é composta, actualmente, por veículos particulares, táxis, veículos pesados de transporte de mercadorias, semi-coletivos e autocarros públicos.
As cidades de Maputo e Matola concentram as maiores frotas de veículos convertidos do país.
Neste sentido, uma das entidade que tem se dedicado a este negócio – Autogás – tem se destacado no desenvolvimento e promoção do uso deste combustível alternativo, oferecendo uma opção para a substituição dos combustíveis convencionais importados.

Director-geral da Autogás – João das Neves
O projecto ganhou consistência ao longo dos últimos anos, entretanto, em termos de expansão geográfica para os demais pontos do país. O negócio depende de dois factores fundamentais: “Por um lado, a disponibilidade de consumidores para rapidamente atingirem o consumo do gás disponibilizado nas infraestruturas e, por outro lado, na capacidade de mobilização de fundos que permitam expandir a rede criando maior confiança do público para fazer uso do gás natural”, referiu o Director-geral da Autogás, João das Neves.
Neste momento, a Autogás conta com uma rede de seis postos de abastecimentos, estimados em cerca de 360 milhões de meticais, distribuídos pela cidade de Maputo e da Matola, o que representa muitas vezes insuficiência para os consumidores daquele produto. A despeito disso, o Director-geral da Autogás referiu que um dos grandes entraves que tem limitado a expansão da rede de postos de abastecimentos de gás tem a ver com os custos que são elevados.
“Ninguém vai investir 60 milhões de meticais na colocação de um novo posto de abastecimento se não tiver garantia que vai ter consumidores para este posto”, sublinhou das Neves.
O nosso interlocutor, para terminar, disse que “não havendo um incremento imediato no número de consumidores será difícil justificar o investimento, principalmente quando estamos a trabalhar com taxas de juro na ordem de 24% ano.”
Veja a seguir a entrevista:

















