Banco de Moçambique anuncia entrada da Euronet para 2020

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2023

Em face aos apagões recorrentes do sistema de pagamentos interbancários, vulgo SIMO rede, Sociedade Interbancário de Moçambique, o Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, assegurou recentemente que até 2020 será implementada uma nova plataforma de pagamentos interbancários ao abrigo de um novo contrato com a Euronet que marcará uma viragem na história de Moçambique.

Voltando para o passado, o primeiro apagão no sistema de transações electrónicas da SIMO rede na história de Moçambique, verificou-se em Novembro de 2018, devido a problemas de pagamentos com a provedora portuguesa Bizfirst. Na altura, a SIMO, que gere a rede de cartões de bancos, acusava a Bizfirst, a Business First Consulting S.A., provedora de software, de ser a responsável pela paralisação dos serviços.

Nesse âmbito, em termos de perdas, a paralisação dos serviços teve prejuízos avultados ao sector privado. De acordo com a Confederação das Associações Económicas (CTA), em quatro dias, o apagão da Rede SIMO em 2018 provocou prejuízos de 2.400.000 meticais, decorrentes de transações electrónicas diárias não efectuadas dentro e fora do país. Para além da banca, grandes centros comerciais viram uma redução de vendas em 90% e a ocupação hoteleira reduziu em 70%.

Ora, quando pareceria controlado, eis que em Setembro deste ano um novo apagão voltou a assolar o sistema financeiro nacional tendo afectado o levantamento de dinheiro tanto nas ATM’s quanto ao sistema de pagamentos via POS’s.

Com vista a fazer face a esta situação, o Banco de Moçambique assegurou que até próximo ano uma nova infra-estrutura, por sinal mais segura, sólida e com maior cobertura de transacções, entrará em vigor e permitirá maior interoperabilidade em todo o sistema financeiro.

“Ainda em 2020, iremos implementar uma nova plataforma de pagamentos interbancários, ao abrigo do contrato com a Euronet, que marcará uma viragem na história de Moçambique. A nova infra-estrutura será mais segura, sólida, com maior cobertura de transacções e permitirá maior interoperabilidade em todo o sistema financeiro, incluindo entre as instituições de moeda electrónica”, anunciou Rogério Zandamela.

Ainda na esteira do briefing do final do ano com o sistema financeiro, o Governador do Banco de Moçambique, deixou claro que a avaliação preliminar dos impactos das medidas e reformas que foram implementadas em 2019 é positiva, pois os principais indicadores macroeconómicos estáveis.

Rogério Zandamela - Governador do Banco de Moçambique

Rogério Zandamela – Governador do Banco de Moçambique

Aliás, devido a estabilidade macroeconómica registada no presente ano, o Governador do Banco de Moçambique aludiu que o crédito ao sector privado cresceu.    

“O crédito ao sector privado expandiu, depois da contracção verificada em 2018, tendo o crédito total crescido, em termos acumulados até Outubro, em  6 por cento e o crédito em moeda nacional aumentado em torno de 11 por cento”, disse Zandamela.

Para 2020 as perspectivas do Banco Central continuam animadoras, pois apontam uma continuidade da estabilidade de preços, consubstanciada numa inflação estável em níveis de um dígito, dentro da banda de convergência da SADC, embora relativamente acima do nível deste ano.

Por seu turno, Tomás Matola, Presidente do Conselho de Administração do Banco Nacional de Investimentos, acredita que os impactos significativos da estabilidade macroeconómica irão se reflectir ainda mais nos próximos anos.

“Esta melhoria dos principais indicadores que se verificou em 2019 vai ter impactos mais significativos em 2020, a estabilidade da taxa de câmbio, a estabilidade ao nível geral de preços, o ambiente criado pelo Banco Central continuar a cortar as taxas de juro de referência que vai promover o aumento de crédito a economia naturalmente que isso vai concorrer para o aumento da actividade produtiva e consequentemente para um crescimento económico mais robusto e sustentável sobretudo”, concluiu Tomás Matola.

Veja o video a seguir:

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