Banco de Moçambique reforça medidas para estabilizar a economia

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Reagindo ao último comunicado do Banco de Moçambique face ao impacto da pandemia do Covid 19, o sector privado, através da Confederação das Associações Económicas (CTA) , enaltece a postura do Banco Central com vista a mitigação dos efeitos económicos da pandemia, mas clama por mais medidas 

Face aos efeitos que já se fazem sentir na economia causados pela pandemia do COVID-19, o Banco de Moçambique decidiu introduzir uma linha de financiamento em moeda estrangeira para as instituições participantes no Mercado Cambial Interbancário, no montante global de 500 milhões de dólares norte-americanos, por um período de nove meses, a partir do dia 23 de Março de 2020, e autorizou a não constituição de provisões adicionais pelas instituições de crédito e sociedades financeiras nos casos de renegociação dos termos e condições dos empréstimos, antes do seu vencimento, para os clientes afectados pela pandemia do COVID-19, com efeitos a partir do dia 23 de Março até 31 de Dezembro de 2020.

O Banco de Moçambique diz que estas medidas se justificam pela necessidade de reforçar as decisões anteriormente tomadas e visam disponibilizar liquidez em moeda estrangeira e em moeda nacional para apoiar as empresas e as famílias a honrarem os seus compromissos, na sequência do agravamento dos riscos decorrentes dos impactos macroeconómicos do COVID-19.

O Banco de Moçambique dá a entender que poderá não ficar por aqui, pois, conforme o que a monitoria  dos indicadores económico-financeiros vierem a revelar  e os impactos macroeconómicos do COVID-19,  tomará medidas correctivas adicionais.

 

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