Recuperação económica de Moçambique é notável, mas desafios são enormes, diz “Relatório de Foco no País 2024” do AfDB

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  • Ressurgimento Económico e Caminho Futuro de Moçambique: Principais Insights do Relatório de Foco no País 2024 do AfDB

 

Moçambique está numa recuperação económica notável, conforme detalhado no “Relatório de Foco no País 2024” do Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB, sigla em inglês), tornado público na quarta-feira, 31/07.

 O documento destaca a trajectória de crescimento “impressionante” do País, os desafios iminentes e as medidas políticas necessárias para sustentar e intensificar esse crescimento. O relatório foca o desempenho económico, a transformação estrutural e as necessidades de financiamento de Moçambique.

 

Sobre a recuperação económica impressionante

O “Country Focus Report 2024 – Mozambique”, revela que, nos últimos dois anos, Moçambique exibiu uma resiliência económica significativa, com um crescimento de 5% em 2023, comparado a 4,2% em 2022. A inflação também diminuiu, passando de 10,3% em 2022 para 7,1% em 2023. A projecção é que esse impulso de crescimento continue, com taxas de crescimento previstas de 5% ou mais em 2024 e 2025, superando a média africana.

 

Desafios no horizonte

Apesar dessas tendências positivas, o AfDB alerta para o facto de Moçambique enfrentar vários desafios:

 

  1. Risco de Endividamento: O país continua em alto risco de sobreendividamento, impactando negativamente os influxos de Investimento Estrangeiro Direto (IDE), especialmente fora dos mega projectos;
  2. Dependência de MegaProjetos: A dependência de mega projectos, particularmente no sector de Gás Natural Liquefeito (GNL), expõe Moçambique a choques de commodities e volatilidade de preços no mercado global;
  3. Condições Climáticas Adversas: O País é vulnerável a condições climáticas adversas, como secas prolongadas, que afectam negativamente a agricultura e a agroindústria, especialmente nas regiões centro e sul;
  4. Apreciação da Moeda: A valorização do metical, impulsionada pela produção e investimento relacionados ao gás, está a começar a prejudicar a competitividade dos sectores não relacionados ao gás, particularmente a manufatura.

 

 

 Financiando a transformação estrutural

De Acordo com o estudo periódico do AfDB, financiar a transformação estrutural do país requer reformas tanto na arquitectura financeira internacional quanto na mobilização de recursos domésticos. Relativamente à ‘mobilização de recursos’, indica serem passos cruciais, fortalecer a capacidade do sector financeiro para a intermediação, atrair remessas da diáspora e apoiar a bolsa de valores. 

Acrescenta, sobre a ‘gestão da dívida’, que é necessário fazê-lo de forma adequada da dívida como recurso para o financiamento doméstico, processo que considera essencial para a transformação estrutural bem-sucedida.

Nota de destaque ainda para a referência que é feita sobre o financiamento climático, na perspectiva de atrair financiamentos substanciais necessários para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, desenvolver a agricultura inteligente para o clima e tornar a infraestrutura rural resiliente às mudanças climáticas.

A trajectória de crescimento de Moçambique, impulsionada por grandes investimentos estrangeiros diretos no setor extrativo, apresenta tanto oportunidades quanto desafios. Enquanto os megaprojetos impulsionaram a atividade econômica, especialmente em Maputo, suas ligações com outros setores permanecem limitadas. Para alcançar um crescimento sustentável, Moçambique deve aproveitar as receitas dos megaprojetos para investir em projetos transformadores em todo o país, melhorar a infraestrutura e construir capital humano.

O “Relatório de Foco no País 2024” do AfDB enfatiza a necessidade de Moçambique diversificar sua economia, aumentar a resiliência climática e integrar-se mais estrategicamente aos mercados regionais e globais. Reformas nas políticas domésticas e nas estruturas financeiras internacionais são considerados essenciais para financiar a transformação estrutural do País e alcançar um crescimento sustentável.

“Ao focar nessas prioridades estratégicas, Moçambique pode continuar sua impressionante recuperação económica e construir uma economia resiliente e diversificada que beneficie todos os seus cidadãos”.  Diz o AfDB.

O “Relatório de Foco no País 2024”, realça que a trajectória de crescimento de Moçambique, impulsionada por grandes IDE no sector extractivo, apresenta tanto oportunidades quanto desafios. “Enquanto os mega projectos impulsionaram a actividade económica, especialmente em Maputo, suas ligações com outros sectores permanecem limitadas. Para alcançar um crescimento sustentável, Moçambique deve aproveitar as receitas dos megaprojetos para investir em projectos transformadores em todo o País, melhorar a infraestrutura e construir capital humano”.

O “Relatório de Foco no País 2024” do AfDB enfatiza a necessidade de Moçambique diversificar sua economia, aumentar a resiliência climática e integrar-se mais estrategicamente aos mercados regionais e globais. Reformas nas políticas domésticas e nas estruturas financeiras internacionais são essenciais para financiar a transformação estrutural do país e alcançar um crescimento sustentável.

“Ao focar nessas prioridades estratégicas, Moçambique pode continuar sua impressionante recuperação econômica e construir uma economia resiliente e diversificada que beneficie todos os seus cidadãos”. Diz o AfDB

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