Moçambique regista melhoria de 14% no Défice da Conta Corrente no primeiro semestre de 2024

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O dado foi destacado pelo Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, no decurso do 49.º Conselho Consultivo do Banco de Moçambique (CCBM), traduzindo uma significativa melhoria no défice da conta corrente do país, que registou uma redução de 14% no primeiro semestre de 2024. Para o Banco de Mocambique, esta variação interpreta os avanços económicos sustentados e uma gestão financeira robusta, num cenário global de incertezas.

A redução do défice da conta corrente foi atribuída ao fortalecimento das exportações, particularmente no sector da indústria extractiva, e a uma gestão mais eficiente das importações. Trata-se de um desempenho que, para o Banco de Moçambique, reforça a posição externa do País e contribui para uma maior estabilidade macroeconómica.

Governador do Banco do Banco – BdM, Rogério Zandamela

Zandamela traçou um panorama positivo da economia moçambicana, evidenciando indicadores que reforçam a recuperação económica. O Produto Interno Bruto (PIB) registou uma expansão de 4,5% no segundo trimestre de 2024, impulsionada pelo aumento da produção na indústria extractiva. As reservas internacionais brutas permanecem em níveis confortáveis, com capacidade para cobrir mais de cinco meses de importações de bens e serviços. A inflação mantém-se controlada, situando-se na banda de um dígito, sinalizando a eficácia das políticas de estabilização de preços. O sistema bancário também foi destacado pela sua resiliência, apresentando níveis adequados de liquidez, capitalização e solvabilidade.

Nos últimos nove meses, o Banco de Moçambique reduziu a Taxa MIMO em 375 pontos-base, fixando-a em 13,50%. Esta medida ajudou a estimular a economia sem comprometer a estabilidade, permitindo maior acesso ao crédito e promovendo o investimento em setores estratégicos.

Apesar dos desafios inerentes a uma economia global instável, o Governador expressou optimismo quanto à continuidade da tendência positiva nos indicadores económicos. “As reformas estruturais em curso e a postura prudente da política monetária são essenciais para sustentar o progresso alcançado”, afirmou Zandamela.

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