
Inflação em Moçambique cresce 0,72% em Novembro com pressão dos preços alimentares
Moçambique registou, em Novembro de 2024, uma taxa de inflação mensal de 0,72%, reflectindo uma elevação significativa no nível geral de preços, impulsionada sobretudo pelo aumento nos custos dos produtos alimentares. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a inflação acumulada situou-se em 2,50%, enquanto a homóloga alcançou 2,84%.
Produtos alimentares no centro da pressão inflacionária
A divisão de Alimentação e Bebidas não alcoólicas foi o principal motor da inflação mensal, contribuindo com 0,64 pontos percentuais (pp) para o total. Produtos como tomate (16,5%), coco (13,5%), alface (11,3%), carapau (5,2%) e óleo alimentar (3,9%) destacaram-se entre os que mais influenciaram o aumento. Apesar desta tendência, alguns produtos, como o quiabo (-9,7%) e sapatos para crianças (-1,5%), apresentaram redução nos preços, moderando parcialmente o crescimento.
Inflação Acumulada e Homóloga
De Janeiro a Novembro de 2024, o País registou um aumento acumulado de 2,50% no nível geral de preços. As divisões de Alimentação e Bebidas não alcoólicas e restaurantes, hotéis, cafés e similares contribuíram com 1,53pp e 0,33pp positivos, respectivamente. Produtos essenciais como feijão manteiga, peixe seco, arroz e óleo alimentar destacaram-se como os maiores contribuidores no acumulado do ano.
Quando comparado com novembro de 2023, a inflação homóloga situou-se em 2,84%. As divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas (7,36%) e Restaurantes, hotéis, cafés e similares (4,10%) registaram os maiores aumentos, refletindo a pressão persistente sobre bens e serviços de consumo básico.
Desempenho regional
Os aumentos de preços também variaram regionalmente. Em Novembro, Chimoio registou o maior aumento mensal, com 1,66%, seguido de Xai-Xai (1,00%) e da Província de Inhambane (0,97%). No acumulado do ano, Quelimane liderou com uma inflação de 3,53%, enquanto Maputo (1,99%) e Inhambane (1,75%) apresentaram os menores aumentos. Em termos homólogos, Quelimane voltou a destacar-se com uma taxa de 4,34%, ao passo que Tete teve o menor crescimento, com 1,45%.
Repercussões económicas
A inflação de 0,72% em novembro reflete a continuação de uma tendência moderada, mas constante, de aumento nos preços ao consumidor. Apesar de os níveis de inflação permanecerem controlados, as elevações nos custos de alimentos essenciais representam desafios para as famílias, particularmente as mais vulneráveis.
O Banco de Moçambique tem adoptado medidas para manter a estabilidade de preços e estimular o crescimento económico. No entanto, a pressão inflacionária em bens essenciais sublinha a necessidade de intervenções coordenadas entre governo e setor privado para mitigar os impactos sobre o custo de vida.
Os dados de Novembro sublinham a importância de monitorizar as dinâmicas de preços, especialmente em um contexto económico desafiador. Além de controlar os fatores que impulsionam os aumentos, torna-se crucial implementar políticas que promovam maior acessibilidade a bens essenciais e fortaleçam a resiliência económica. Este compromisso será determinante para garantir estabilidade e inclusão no crescimento económico do País.
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