Destaques

  • Apesar da recuperação, nível das reservas continua entre os mais baixos do último ano, segundo dados do Banco de Moçambique;
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  • Reservas Internacionais Líquidas (RIL) sobem para 3.619 milhões de dólares
  • Crescimento de 1% face a Fevereiro, mas ainda 3,2% abaixo do nível de Dezembro
  • Cobertura das importações permanece acima de três meses
  • Banco Central mantém discurso de prudência: “não vamos queimar reservas”
  • Situação cambial continua pressionada por dificuldades de acesso a divisas no mercado

As reservas internacionais de Moçambique inverteram a tendência de queda e registaram uma ligeira subida em Março, alcançando 3.619 milhões de dólares. Apesar do crescimento mensal de quase 1%, as reservas permanecem em níveis historicamente baixos, sinalizando uma pressão contínua sobre o quadro cambial do país.

Dados estatísticos do Banco de Moçambique, divulgados esta terça-feira e compilados pela agência Lusa, revelam que as Reservas Internacionais Líquidas (RIL) aumentaram para 3.619 milhões de dólares (3.232 milhões de euros) no mês de Março, após terem recuado em Fevereiro para 3.593 milhões de dólares. Este valor representava então o nível mais baixo em cerca de um ano.

Ainda assim, o crescimento de Março representa apenas uma recuperação parcial. Entre Dezembro de 2024 e Março de 2025, o stock de reservas caiu 3,2%, uma redução significativa face aos 3.740 milhões de dólares registados no final do ano passado. Para comparação, em Julho de 2024, as reservas chegaram a atingir um pico de 3.807 milhões de dólares, o maior valor em três anos.

Apesar do recuo recente, o nível actual das reservas continua a assegurar a cobertura de mais de três meses das necessidades estimadas de importações, garantindo capacidade do país em saldar compromissos internacionais no curto prazo.

No plano institucional, o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, já havia alertado, em Novembro, que embora o país disponha de um nível considerado “confortável” de reservas, estas não devem ser utilizadas de forma imprudente: “Não vamos queimar reservas e não estamos a queimar reservas. Elas continuam ali para permitir o funcionamento normal do nosso país e das nossas instituições”, afirmou.

A declaração foi feita no contexto de crescentes reclamações do sector privado sobre a escassez de divisas no mercado, o que tem afectado importadores e operadores económicos em diversas áreas.

A evolução das reservas continuará a ser monitorada de perto, sobretudo num cenário internacional marcado por incertezas cambiais e necessidade de resposta a choques externos.

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