Poder de compra dos consumidores segue em queda

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_ A um ritmo mais acentuado, o poder de compra dos consumidores experimentou uma nova deterioração ao longo do mês de Abril. Preço dos combustíveis entre os principais drivers da deterioração.

A inflação mensal acelerou para 1,13%, 0,43 pontos percentuais (pp) acima da registada no mês de Março, revelam os últimos dados referentes ao Índice de Preços no Consumidor do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O agravamento, pelo nono mês consecutivo, do custo de vida ficou a dever-se, fundamentalmente, as divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Transportes. Ao nível dos produtos, a gasolina para veículos de transporte pessoal e o pão de trigo, foram os principais responsáveis pela tendência de aumento, ao contribuírem com 0,33 e 0,27 pontos percentuais, respectivamente.  

Com esta nova deterioração, cumulativamente, o País registou, de Janeiro a Abril do ano em curso, um aumento de preços na ordem de 4,51%.

Comparativamente a igual período do ano anterior, a economia registou, no mês passado, um aumento de preços na ordem de 7,90%, o valor mais alto dos últimos quatro anos e meio.

No cômputo geral, os valores do IPC revelam a manutenção de pressões inflacionárias na economia doméstica, um resultado dos ajustes nos preços dos combustíveis e da inflação de alimentos importados. Esta tendência está em linha com as últimas projecções sobre a economia doméstica.

Com efeito, apesar de apontar para uma manutenção da inflação abaixo de um dígito ao longo do ano em curso, atingindo 9,4% em Dezembro, as últimas projecções do Standard Bank, apresentadas no último Economic Briefing, alertam mesmo para a prevalência de riscos inflacionários significativos e, portanto, uma postura mais restritiva da política monetária a curto e médio prazo. (OE)